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Não tem o que discutir

Nesta semana começa mais uma greve dos bancários em todo País. Mais uma vez, os bancários param suas atividades para chamar a atenção dos banqueiros sobre sua situação. Todos sabem a cautela que a coluna tem com relação ao movimento grevista, mas neste caso, não tem o que discutir. É greve mesmo. 
 
Além disso, diferentemente de outros setores, a greve dos bancários sempre deixa algumas alternativas para a sociedade, não prejudicando tanto como outras categorias, que deixam a população literalmente na mão durante as paralisações. 
 
A categoria lida diariamente com as taxas, com o sistema financeiro como um todo. Tem uma visão muito clara sobre os valores que estão sendo negociados. Sabem muito bem qual a parte que lhes pertencem. Se estão cobrando uma porcentagem X é porque sabem muito bem o quanto podem cobrar, sem criar uma situação desfavorável para o país e para o sistema financeiro. 
 
Os bancários paralisaram as atividades nesta terça-feira (6) porque querem um reajuste de 16%, com piso de R$ 3,2 mil. Mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece 5%. A proposta da Federação foi rejeitada em assembleia e os bancários vão cruzar os braços. 
 
Provavelmente não vão conseguir os 16% de reposição, mas uma coisa é certa, os bancários são uma das categorias mais bem organizadas do país, e podem dar muita dor de cabeça para os banqueiros, se eles insistirem em não dividir uma parcela dos lucros com os seus empregados. 
 
Parcela essa que, diga-se de passagem, os bancários abriram mão lá atrás para ajudar os empresários no momento de dificuldade. Agora é hora de abrir mão de um pouco do lucro. Senão, quem vai pagar o pato vão ser os usuários dos bancos. 
 
Força, bancários!

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