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Navalha

Três dias depois de o diretor-geral do Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes), Cláudio Daniel Passos Rosa, publicar ato no Diário Oficial do Estado determinando o arquivamento da sindicância aberta para levantar supostas despesas feitas sem reserva orçamentária durante o governo Renato Casagrande (PSB), mais uma exoneração chamou atenção do mercado político. Após 26 anos de serviço público, desde 2007 somente no Iopes, Soeli Maria Gonçalves Tardin foi demitida do cargo, como informa ato publicado nesta quinta-feira (9). Foi como base na manifestação da comissão interna e de Soeli, que ocupava a diretoria Administrativa e Financeira do Iopes, que a sindicância foi arquivada. Assim como ocorreu na Secretaria de Estado de Agricultura (Seag), quando outro pedido de arquivamento teria motivado a exoneração de três servidores, o caso de Soeli Tardin é considerado mais uma represália do governo Paulo Hartung (PMDB), que tenta a todo custo criminalizar a gestão socialista nessa missão dos empenhos. Imagine como devem estar, a essa altura, os servidores que participarão das demais sindicâncias. Se a ideia era essa…

 

Justifica?

Na Seag, as exonerações foram atribuídas à divulgação do resultado da sindicância sem informação prévia à Secretaria de Controle e Transparência (Secont), comandada por Marcelo Zenkner. “Caíram” Carlos Luiz Tesch Xavier (subsecretário para Assuntos Administrativos), Márcio Araújo Passos (gerente de Infraestrutura, Obras e Serviços Rurais)  e Paula Giacomin Cani (assessora especial nível IV).

Velho arranjo

De Camila Valadão, do PSOL, sobre o pedido de arquivamento do Ministério Público Estadual (MPE) da investigação contra Hartung no caso da “mansão secreta”. “Infelizmente, nenhuma surpresa”. É, infelizmente.

Acabou o amor?

Assim como tem ocorrido em outros municípios, o mercado político de Presidente Kennedy aponta que a prefeita Amanda Quinta Rangel (SD) iniciou articulações com a Câmara de Vereadores, onde tem maioria, para rejeitar as contas do ex-prefeito afastado. A diferença, neste caso, é que se trata do seu próprio tio, Reginaldo Quinta, quem lhe entregou o mandato.

Acabou o amor II?

O que dizem por lá é que Reginaldo teria conseguido reverter os processos contra ele e pode se candidatar ao comando do município no próximo ano. Mas Amanda, pelo visto, sentiu o gostinho do poder e não quer mais largar o osso. A conferir.

Em campo

A ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub (DEM) segue com suas frases no Facebook. Dia desses, saiu-se com esta: “a cor dessa cidade sou eu, o canto dessa cidade é meu”. Com o município pegando fogo após o afastamento do prefeito Luciano Paiva (PSB) e seus secretários, qualquer coisa vira interpretação política. Os comentários, é claro, remetem à disputa de 2016.

Lavagem cerebral

O site do governo do Estado divulga, com orgulho, a visita de alunos da escola estadual Emílio Nemer, de Castelo, à Vale. O oba-oba foi completo: a mineradora contou sua história – a versão que lhe convém – e apresentou seu parque industrial. Resultado…

Lavagem cerebral II

Os professores saíram de lá só elogios: “os estudantes ficaram encantados”. Já o governo definiu assim a missão da Vale: “transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável”. Seria cômico, se não fosse trágico.

Provocação

O artista plástico Kleber Galvêas, em seu ateliê na Barra do Jucu, Vila Velha, faz mais uma “provocação artística” à questão da poluição do ar. No dia 19 próximo, às 16 horas, realizará o “primeiro campeonato aberto de lançamento de guimbas de cigarro”, como parte do projeto “A Vaca, a Vale e a Pena”. Vence quem lançar a guimba mais distante e acertá-la dentro de réplicas das chaminés da mineradora e da ArcelorMittal, colocadas a três metros do competidor.

Provocação II

A ideia é desviar o olhar dos capixabas das pilhas de minério de ferro estocadas na Ponta de Tubarão para as chaminés gigantescas das empresas, “focos de maior e mais perigosa poluição lançada diariamente sobre nós”, assim como apontar “desvio de conduta, prevaricação, ou desequilíbrio do governo diante de dois problemas graves de saúde pública: tabagismo e poluição”.

Provocação III

No primeiro caso, lembra o artista que o governo promove o combate veemente, que demanda recursos, é opção individual e área privada; já em relação à poluição, que atinge a todos e degrada o ambiente, é extremamente condescendente. “Fumar é opção. Respirar poluição é obrigação?”, questiona.

140 toques

“O helicóptero que adquirimos e equipamos para socorro a pacientes e condução de órgãos de transplantes começou a ser usado hoje [quarta-feira, 8] pelo Samu”. (Renato Casagrande – PSB – no Twitter).

PENSAMENTO:

“Tirania não é um hábito; ela se desenvolve, como se desenvolvem as doenças”. Fyodor Dostoievski

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