As movimentações do período pré-eleitoral continuam firmes no Estado, mas nos últimos dias se voltaram para os movimentos locais com as lideranças, abusando de suas estratégias para confundir o mercado. Fica a dúvida, portanto, sobre os palanques nacionais no Estado. Os três principais presidenciáveis têm interesse no Espírito Santo, mesmo com seu modesto eleitorado, mas precisam saber como serão ancorados os seus palanques em terras capixabas.
A situação mais complicada é a da presidente Dilma Rousseff. O PT começou o processo de discussão eleitoral podendo ficar em qualquer palanque, exceto o que abrigasse os tucanos. De repente se viu sem opções diante a aproximação dos dois candidatos com a oposição.
O partido ainda tenta encontrar um caminho para sustentar o palanque da presidente, mas pode se ver obrigado a erguer um palanque próprio sem ter se preparado para isso. Mas uma candidatura própria, com desgaste político, pode prejudicar mais do que ajudar. E nunca é demais lembrar que o capixaba não tem uma boa impressão da presidente.
O governador Renato Casagrande declarou apoio a Eduardo Campos, mas até o momento isso não se configurou em uma ação efetiva de defesa do presidenciável socialista com o eleitorado capixaba. O fato de Marina Silva ter se saído bem na eleição 2010 no Estado também não garante uma alavancada do ex-governador de Pernambuco na disputa no Estado. Campos é conhecido no Nordeste do País, mas precisa cobrar de seu único governador fora da Região, justamente Casagrande, empenho em sua campanha.
Os tucanos precisam primeiro acertar sua vinda internamente para depois começar a traçar a estratégia eleitoral de Aécio Neves no Espírito Santo. A ideia de Paulo Hartung (PMDB) erga o palanque do PSDB no Estado é arriscada. Luiz Paulo como candidato ao Senado pode ser o elo com o palanque nacional, mas primeiro precisam colocar uma pedra na candidatura de Guerino Balestrassi e passar o guizo no presidente regional do partido, o deputado federal César Colnago.
Fragmentos:
1 – O senador Ricardo Ferraço (PMDB) foi muito bem na discussão sobre a lei das biografias, da qual é relator. “Musica é música, liberdade de expressão é outra história. Biografia autorizada não é biografia, é currículo”, disse o conterrâneo do Rei Roberto Carlos, principal defensor das autorizadas.
2 – Enquanto os revoltados com a Copa protestam pela educação na Granja Comary, em Teresópolis, a Câmara dos Deputados se prepara para votar a o Plano Nacional de Educação esta semana.
3 – De acordo com o texto aprovado na comissão especial que analisou o PNE (PL 8035/10), o novo plano valerá para os próximos dez anos no Brasil. O último que foi aprovado, no governo Fernando Henrique foi um desastre para a Educação.

