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No divã

PDT e PSDB, alvos da ingerência do governador Paulo Hartung (PMDB), estão em turbulência interna. Na sessão desta segunda-feira (22), na Assembleia, Euclério Sampaio lavou roupa suja partidária em plenário. Partiu para cima do deputado federal e presidente regional da sigla, Sérgio Vidigal, disse que fica no partido, e protestou contra sua retirada do grupo de WhatsApp do PDT, segundo Euclério, por um assessor de Vidigal. O tom elevado das críticas mostra a quantas anda a temperatura na sigla, principalmente após os recentes movimentos para neutralizar os deputados de oposição, Euclério e Da Vitória. O governador fez Rodrigo Coelho o líder do Governo, dividindo a bancada, e Vidigal abriu as portas para filiação do secretário de Agricultura, Octaciano Neto. Somando o gás na imagem de Coelho à frente da função, com uma candidatura do novo filiado, os planos políticos dos deputados do partido ficam sob ameaça. Já no PSDB, o discurso do deputado Sérgio Majeski nesta segunda revela que o embate público entre ele e o vice-governador César Colnago durante a prestação de contas realizada na semana passada, ainda não é passado. Ele voltou a criticar e rebater Colnago em plenário, além de destacar a tentativa do correligionário de desqualificar seus questionamentos, o que acabou em bate-boca. Colnago, como se sabe, foi escalado por Hartung para enfrentar Majeski, resultando nesse confronto entre tucanos, com reflexos no partido, que outro dia colocou o pé na porta para a entrada do governador na sigla. Com a eleição de 2018 na mesa de negociação, são muitos os sinais do PDT e PSDB de que sobram muitas arestas a aparar. Até lá, a situação pode retomar seu controle ou desandar de vez. Do jeito que está…
Constatação
Pelo tom de Euclério ao se referir a Vidigal, tirar alguém de grupo do WhatsApp virou o xingar a mãe da atualidade.
Repercussão
Sobre a coluna passada, das doações oficiais da JBS às campanhas de quatro parlamentares da bancada capixaba, a senadora Rose de Freitas (PMDB) enviou nota em que nega ter recebido dinheiro da empresa. As informações, porém, estão registradas na própria prestação de contas da senadora no site da Justiça Eleitoral – doação (R$ 200 mil) de origem da JBS, via candidatura de Michel Temer a vice-presidente. Se não foi doação direta, não conta. Esse é o argumento da senadora.
Repercussão II
Já o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), também em nota, afirma que as doações foram “realizadas de forma legal, como autorizava a legislação à época. “Há que se separar o joio do trigo. Misturar as formas de doações pode confundir o cidadão, e neste momento de crise de desconfiança em que vivemos, é preciso jogar luz a fim de esclarecer os fatos, para que não haja dúvidas ou interpretações equivocadas”. Vidigal foi o líder da bancada, com R$ 250 mil, repassados por comitê financeiro.
Repito
Como citado na coluna que tratou do tema, destaco mais uma vez: não há nada contra os parlamentares – além deles, os deputados federais Lelo Coimbra (PMDB) e Marcus Vicente (PP) -, apenas a constatação de que eram nomes considerados estratégicos para a JBS no Congresso Nacional, como detalhado nas delações reveladas até agora do empresário Joesley Batista e do diretor “operador” Ricardo Saud. 
Resumo…
Falar de Odebrecht, JBS e Lava Jato, é burburinho e incômodo na certa.
Passam longe
Interessante as recentes manifestações no Plenário da Assembleia Legislativa em relação ao risco de mais um fechamento do Hospital e Maternidade Santa Úrsula, em São Gabriel da Palha (noroeste do Estado). É que, apesar do caso ter relação com a colega de plenário e ex-prefeita do município, Raquel Lessa (SD), nenhum deputado, nem nos discursos mais incisivos, ousa citar o nome dela.
Passam longe II
O proprietário do hospital, Luiz Pereira do Nascimento, que também foi prefeito e deputado estadual, sempre tratou a questão como política. No primeiro fechamento, em 2010, atribuiu às investidas do grupo adversário, da então prefeita Raquel Lessa. A unidade permaneceu fechada por seis anos, retornando em 2016, e já está novamente sob risco. Nesse cabo de guerra, perde a população e a saúde da região, com hospitais vizinhos sobrecarregados e deslocamentos até a Grande Vitória.
Bom ou ruim?
A agenda do prefeito de Colatina, Sérgio Meneguelli (PMDB), em Brasília, também teve troca de elogios com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Meneguelli achou que gravar um vídeo com ele daria ibope à sua gestão e o material circula pelo WhatsApp. Bolsonaro de garoto-propaganda…há controvérsias! Muitas!
140 toques
“Temer não consegue reunir base aliada para jantar. E para votar reformas, ele vai conseguir maioria?”. (Deputada federal Helder Salomão – PT – no Twitter.
PENSAMENTO:
“O público é uma besta feroz. Deve-se enjaulá-lo ou fugir dele”. Voltaire

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