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No rastro

O deputado Sérgio Majeski (PSDB) começou a segunda-feira (22) com um post nas redes sociais, divulgando uma petição em que o advogado Willer Tomaz, preso na operação da última quinta-feira (18), tinha para defender o  governador Paulo Hartung (PMDB).

Fica claro que se a estratégia do governo do Estado era poupar o governador de um embate com o deputado na prestação de contas, dando um “chega-pra-lá” no tucano, tentando desqualificá-lo, ela não deu certo. Muito pelo contrário. Quando o governador Paulo Hartung retornar de Paris vai enfrentar um Sérgio Majeski ainda mais incômodo.

Se Majeski guardava ainda uma diplomacia com os membros do governo ligados ao seu partido, o PSDB, a situação, depois do bate-boca entre o deputado e o vice-governador César Colnago, seu correligionário, agora ele deve partir pra cima.

Como se não bastasse, um vídeo pejorativo disseminado nas redes sociais na última quinta-feira (18), em que houve uma edição dos “melhores momentos” do entrevero, mostrando Colnago como o vencedor, também ajudou a colocar mais lenha na fogueira.

A tentativa de desconstrução da imagem do deputado parece torná-lo cada vez mais forte e mais perigoso para a imagem não só do governo, como principalmente, do governador. As estratégias de desconstrução de desafetos já é uma ação conhecida do grupo de Hartung nos bastidores. Essa movimentação conseguiu tirar do caminho do governador vários problemas, mas agora a coisa parece diferente.

Majeski, que chegou à Assembleia com pouco mais de 12 mil votos, construiu uma base muito forte na área da educação. A primeira tentativa de desconstruí-lo foi com a ideia de que Majeski queria atacar o programa do governo porque defendia interesses da educação particular. Não colou!

Agora, o governo tenta mostrar que Majeski só tem discurso. Isso também não se sustenta, depois da denúncia do deputado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que gerou uma Ação Direta de Insconstitucionaldade sobre a inclusão dos inativos nos 25% da Educação.

Não vai ter jeito, quando voltar de Paris, Hartung vai ter de enfrentar Majeski e agora um Majeski que não tem mais intenção de segurar a onda de ninguém e o deputado é cada vez mais influente no eleitorado.  Ou Hartung enfrenta Majeski no debate, ou vai ver sua imagem degringolar de vez.

Fragmentos:

1 – A semana em Muqui, no sul do Estado, foi de muita movimentação das lideranças partidárias, que se articulação para formar os grupos que vão disputar a eleição extemporânea, marcada para 2 de julho. Na cidade, o eleitor ainda não entrou no clima eleitoral.

2 – Sem suas principais estrelas na disputa: o ex-prefeito Frei Paulão (PSB), impedido pela Justiça e Aloísio Filgueiras (PSDB), morto em dezembro passado, o pleito deve ser povoado pelos vices de cada lado. O prefeito interino, Camarão (PSDB), não deve disputar o novo pleito. Volta para a Câmara dos Vereadores, quando acabar o processo.

3 – Enquanto isso, o cenário em Fundão, que também está sendo administrada de forma interina pelo presidente da Câmara, a situação ainda é de incerteza. O candidato mais bem votado Anderson Pedroni (PSD) ainda recorre à Justiça para tentar validar seus votos.

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