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Nova etapa

O governo Paulo Hartung completa cem dias nesta sexta-feira (10). Um período marcado por alguns equívocos estratégicos. A começar pelo discurso do caos, que aos poucos foi desmontado pelos dados. Além do demonstrativo de janeiro e fevereiro apontando superávit, os empenhos que ele disse não haver estão sendo encontrados. 
 
Hartung começou a gestão apontando para todos os lados e discursando em todos os espaços que tinha, sempre disparando contra o seu adversário. Mas depois desses episódio, Hartung deu uma mergulhada e termina esse primeiro período mais silencioso. 
 
Paralelamente, Hartung vinha cozinhando o galo com os aliados. A peregrinação de prefeitos e as reuniões com a Assembleia mostravam a ansiedade da classe política por ajuda do governo às demandas das bases. Mas Hartung disse aos aliados que não tinha dinheiro, que era o momento de união da classe política para ajudar a recuperar o Estado. Mas a situação não era bem do jeito que o governador falou e agora ele vai ter de explicar para os aliados por que está fazendo poupança. 
 
Para os meios políticos, Hartung quer acumular recursos para chegar ao fim de 2015 com o caixa cheio e poder dizer que o Estado recuperou a capacidade de investimentos próprios. Mas esse é um custo que a classe política e a sociedade não estão dispostas a pagar. 
 
Em condições normais de temperatura e pressão, a partir dos cem primeiros dias o mercado político começa a estabelecer uma relação diferente com os gestores em todas as instâncias, mas como isso está alterado a partir da eleição, com muitas cobranças, inclusive nas ruas, provocadas pelas reações ao governo Dilma, isso também afeta o governador. 
 
A tendência é de que a partir destes cem dias a tolerância diminua. As cobranças vão aumentar e ninguém mais quer saber de tapinhas nas costas. 
 
Fragmentos:
 
1 – Votaram a favor da universalização da terceirização do trabalho seis membros da bancada capixaba: Lelo Coimbra (PMDB), Paulo Foletto (PSB), Evair de Melo (PV), Marcus Vicente (PP), Sérgio Vidigal (PDT) e Manato (SD). Contra: Max Filho (PSDB), Helder Salomão e Givaldo Vieira (PT) e Jorge Silva (Pros).
 
2 – Na Assembleia Legislativa corre pelos corredores que a cobrança dos concursados de 2011 está pressionando deputados e servidores. A ideia seria a de deixar o concurso vencer para aumentar o número de comissionados.

 

3 – Haveria até uma movimentação para mudar as atribuições de determinados cargos para não chamar os concursados, sem cair na irregularidade. 

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