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Nova ordem

Com a proximidade da eleição, a coluna começa a refletir sobre o cenário que se coloca não só no Estado como no Pais. Não o cenário eleitoral em si, mas o cenário político. A organização institucional no Brasil deveria garantir, por meio da representatividade política, a defesa dos interesses da população. 
 
A cada eleição, porém, vemos uma série de candidatos que prometem mundos e fundos e, quando eleitos, não realizam nada. Caberia neste caso, ao movimento sindical, ainda dentro do estado democrático de direito, buscar a mobilização necessária para pressionar a classe política a ouvir as demandas do povo. 
 
Mas, hoje, está tudo misturado. As lideranças sindicais formam suas dinastias dentro dos sindicatos, não obedecem às diretrizes colocadas pelas centrais e, muitas vezes, as próprias centrais se transformam em instrumento de favorecimento a uma ou outra liderança, que vê na classe trabalhadora apenas um atalho para chegar ao poder institucional.
 
Neste caso, o olhar da coluna se volta para o movimento estudantil. Se comparado àquele que lutou contra a ditadura e participou da formação dos partidos, dos sindicatos e que levou para a rua um movimento popular que mudou a cara do País, hoje podemos dizer que falta muito para que o movimento seja representativo da sociedade. 
 
Antes havia uma meta, um inimigo a ser combatido. Mas dentro da democracia que se mostra ainda incipiente no País, sem condições de trazer à sociedade o atendimento de suas necessidades básicas, o movimento estudantil também se perdeu. Não adianta ir para a rua cada um com uma faixa, com as mais diferentes bandeiras, sem uma diretriz. 
 
A única forma de canalizar a força da juventude para uma mudança profunda no sistema político brasileiro é a bandeira da reforma política. Mais do que a votação para o plebiscito, é preciso que a juventude se envolva com a questão, questione e pressione o Congresso Nacional, para que seja ouvida. Uma vez ouvida, é preciso que apresente propostas de forma positiva, clara e direta. 
 
Ou a juventude toma para si a responsabilidade de ser o artífice de uma mudança de consciência política no Brasil, ou essa onda vai passar e a velha política vai continuar ganhando. 
 
Acorda, juventude!

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