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Novas saídas para os mesmos problemas

As práticas das campanhas para a recuperação de dívidas e, consequentemente do crédito, são alternativas tanto para reduzir a inadimplência, como para tentar “reforçar o caixa” reduzido pelos reflexos da crise, incluindo a queda no consumo.
 
Os feirões e mutirões para renegociar a quitação de dívidas dos consumidores têm como alvo, principalmente, os consumidores inadimplentes. Reúnem-se de um lado o consumidor, do outro os credores (bancos, financeiras, lojas, companhias de água e luz, prefeituras) mediados pelos conciliadores, em busca de negociações que ofereçam descontos e condições diferenciadas e que favoreçam ambas as partes. Os resultados apresentados têm superado as expectativas tanto pela procura elevada, quanto pelo volume de acordos estabelecidos com descontos nos juros, além de alongamento no prazo para o pagamento das dívidas.
 
Essas práticas são, sem dúvida, importantes, porque tratam a consequência – o endividamento, mas, não modificam suas causas, mantendo assim o risco de recaídas.
 
Na atual conjuntura, gastar mais do que ganha está ainda mais nocivo à saúde financeira das famílias do que há pouco tempo atrás. Ultrapassar o limite financeiro está custando mais caro, o que deixa os endividados em maior dificuldade para honrarem os empréstimos contraídos, acabando por colocar em risco o pagamento aos credores.
 
Neste cenário surgem propagandas sinalizando uma tendência de nova forma de relacionamento entre os bancos e seus clientes, onde divulgam que apresentarão aos clientes alternativas de crédito mais adequados e sustentáveis a sua necessidade, visando à propagação do uso consciente e responsável do crédito. Esta mudança é oportuna, entendendo que não há lucro que se sustente apostando no aumento da inadimplência, à custa do despreparo e desespero dos cidadãos em dificuldade ou descontrole financeiros, porque em tempos de crise, inflação e juros altos, aumenta o risco de não receberem o dinheiro emprestado ou, o valor referente aos juros do cheque especial ou do financiamento.
 
Existem diferentes instituições financeiras e diferentes opções de linhas de crédito no mercado, o ideal é que isso seja considerado e analisado anteriormente, mas, caso não tenha agido assim, há a opção da portabilidade, da renegociação de dívidas, dentre outras. O importante é não deixar para lá a situação por ela estar difícil hoje, porque se assim fizer, pode realmente ficar irremediável.
 
É imprescindível que as relações sejam mais transparentes e equilibradas, visando à sustentabilidade financeira das pessoas físicas e jurídicas.
 
É preciso seguir construindo novas saídas.
 

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br

https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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