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Numa ótima

Em tempos de protestos contra as mudanças nas regras da aposentadoria dos trabalhadores, o Congresso em Foco publicou a lista dos políticos aposentados pelo Congresso Nacional, cerca de 250 ex-deputados e ex-senadores. Ao contrário de nós, pobres mortais, eles não precisaram trabalhar 30 ou 35 anos para se aposentar. E sim oito. Não há, também, fator previdenciário. A conta, que já chega a R$ 2 bilhões nos últimos 16 anos, cabe ao Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), extinto em 1999, mas que como bem pontuou a matéria, “continua a sangrar os cofres públicos”. Os capixabas não estão fora dessa conta. São ao todo 16 ex-parlamentares, alguns ainda na ativa no mercado. No topo da lista, com a maior aposentadoria, está o ex-senador pelo PMDB Gerson Camata, que recebe R$ 33,76 mil, a maior concedida pelo instituto, e equivalente ao atual teto do funcionalismo público – salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Somado ao benefício de sua mulher, Rita Camata, no valor de R$ 13,16 mil, o casal recebe quase R$ 47 mil, mais do que o período em que ficaram sem mandato e começaram a receber a aposentadoria, em 2011. Mandato pra quê? Durma com esse barulho.

Segue…

O segundo colocado, que recebe quase metade a menos que Gerson Camata, mas ainda sim, nada mal, é José Ignácio Ferreira, com R$ R$ 17,55 mil.

Mais

Na esteira vêm ainda Pedro Ceolin e Max Mauro, com R$ 13,16 mil; o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), com R$ 10,97 mil; e Nelson Aguiar, com R$ 9,87 mil.

Mesmo cálculo

Completam a lista, todos com benefício de R$ 8,77 mil, Ramon de Oliveira Neto, Mario Moreira, Stélio Dias, Jorio de Barros, Feu Rosa, o secretário de Estado de Saneamento e Habitação, João Coser (PT), Luiz Durão, Nilton Baiano e Roberto Valadão.

Herdeiros

Os benefícios são reajustados ao mesmo tempo em que sobem os salários no Congresso. Com a morte do ex-parlamentar, a viúva ou os filhos passam a receber pensão.

Demorou

As declarações do senador Ricardo Ferraço à revista Veja, dando conta da possibilidade de deixar o PMDB, foram consideradas nos bastidores políticos como uma sinalização de que ele se movimenta para sair da sombra do governador Paulo Hartung (PMDB). Finalmente, voo próprio?

Empenhado

Por falar em Hartung, o governador voltou a Vila Velha, município comandado por seu aliado, Rodney Miranda (DEM), na manhã desta sexta-feira (29), para assinatura de outra ordem de serviço. Desta vez, trata-se da construção do sistema de esgotamento sanitário do bairro Vale Encantado. Total: R$ 12 milhões. Olha o investimento na reeleição de Rodney aí…

Escanteio

O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), tomou um baile na bandeira da taxa de marinha, que foi reduzida no Senado. Saíram como protagonistas o senador Ricardo Ferraço (PMDB) e o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB). Nenhum dos dois deixou sobrar louros para o prefeito.

Quem não deve…

Os capixabas aguardam, ansiosamente, a presença na CPI da Sonegação Fiscal, da secretária de Estado da Fazenda, Ana Paula Vescovi, para explicar o sistema de benefícios fiscais que privilegia um pequeno grupo no Estado. O famoso “balcão de negócios” do ICMS.

140 toques

“Enquanto houver ameaças aos direitos dos trabalhadores, estaremos na rua denunciando e lutando, sempre”. (Coordenadora-geral do Sindialimentação – no Twitter).

PENSAMENTO:

“Numa República corrompida fazem-se muitas leis”. Sêneca

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