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O alvo

Dizer hoje quem será o governador do Estado depois da eleição de 5 outubro é uma missão impossível. Diante da trágica reviravolta no cenário nacional, apontar o presidente também ficou muito difícil neste momento. Agora, o sentimento de perda repentina pelo acidente com Eduardo Campos toma conta de todas as conversas, não há ambiente para mais nada. 
 
Uma coisa é certa, será uma disputa eleitoral dura, acirrada tanto no Estado quanto na disputa presidencial. Lá, se Marina Silva for escolhida como candidata do PSB, pode levar a disputa para o segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff. O cenário é totalmente diferente e não dá para prever o que pode acontecer. 
 
No Estado, o embate de Renato Casagrande e Hartung já era esperado desde que o ex-governador anunciou sua entrada na disputa. Neste sentido, um alvo dos candidatos é uma parcela ruidosa da população. Não foi por acaso que o ex-governador, ao fazer seu discurso na convenção do PMDB, chamou a juventude do PMDB para ficar ao seu lado. 
 
Hartung não queria nenhum político tradicional ali, quer conquistar a juventude e, neste sentido, mostra uma inteligência política muito grande. Todas as pesquisas de opinião apontam a importância da classe média na disputa eleitoral. Essa parcela do eleitorado é altamente influenciada pelos filhos, que orientam os votos dos pais. 
 
E quem é esse jovem? Aquele que teve acesso à educação, sobretudo, tecnológica e superior nesta última década. Mas há um detalhe a ser destacado. Esse jovem não teve acesso à educação chamada libertadora, aquela que forma o caráter ideológico e político do cidadão e sim, a uma educação profissionalizante que o colocou no mercado de trabalho e uma vez tendo ascendido à classe média, não quer mais sair dela, não quer perder os bens de consumo conquistados e as oportunidades. 
 
São esses que os candidatos terão que conquistar para a eleição. Além de seus votos, eles vão influenciar as escolhas de suas famílias. Uma estratégia decisiva para quem vai para uma eleição disputada voto a voto, como será a eleição deste ano para governo do Estado.
 
Fragmentos:
 
1 – O mercado político está de olho na avaliação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre as possíveis impugnações de candidaturas. Mas a marcha anda meio lenta na corte, aumentando a ansiedade de candidatos, apoiadores e adversários.
 
2 – Há quem aposte em muitos rostos novos na Assembleia Legislativa. Novos para a próxima legislatura, mas figurinhas carimbadas da classe política e do eleitor capixaba. 
 
3 – Defende a isenção, a imparcialidade, mas trata com ironia quem pensa de forma diferente do projeto desenvolvimentista atual no Espírito Santo. Estamos de olho!

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