
O governador Paulo Hartung tirou esse restinho de ano para tentar emplacar, de vez, a imagem de político limpo, probo e que não tolera a corrupção. Depois do Carnaval que fez na imprensa local e nacional devido à ida do ex-secretário de Estado de Controle e Transparência, Eugênio Ricas, para a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, onde estão operações como a Lava Jato, o governo ressuscitou um projeto de lei apresentado à Assembleia em setembro último, que proíbe o recebimento de presentes por servidores estaduais, oferecidos por fornecedores. Estabelece regras para brindes, inclusive com valores máximos, e alega que o objetivo é acabar com os ciclos viciosos de corrupção. Hartung também voltou a repetir, na carona da saída de Ricas, a necessidade de fortalecer os “valores republicanos” e as ações que jogam confete na Secont, pasta vitrine da sua gestão. No caso do projeto, que cria o Código de Conduta e Integridade dos Fornecedores de Bens e de Serviços, e foi elaborado pela própria Secont, é tão “jogar para plateia”, que sequer há previsão expressa de exoneração do cargo em caso de descumprimento das regras. Fora a fiscalização…quem irá fazer e como? Depois de um longo e tenebroso inverno, que o deixou na geladeira na imprensa por conta da investigação de suposto caixa dois da Odebrecht, o governador voltou de vez para os holofotes. Não satisfeito com o marketing pesado para provar que é um gestor impecável, se esforça para vender o peixe de político incorruptível e intolerante com qualquer indício de corrupção. Palavra mais em evidência do que essa não há, atualmente, no País. E o governador, sabe como é, não pode ver uma brecha, que logo sobe no palco.
Transição
A propósito, ato publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (17), designa Zilma Peterli Lyra para assumir a Secont. Atuação no cargo é provisória. Hartung já anunciou o substituto de Ricas, que será o delegado da PF Marcos Paulo Pugnal, lotado na Superintendência do Estado. Para tomar posse, porém, ele precisa aguardar o trâmite do processo de cessão.
Diferenças
O Amaro Neto (SD), apresentador de TV, está bombando, batendo recorde de audiência no Sudeste e na Grande Vitória. Mas e o Amaro político, deputado estadual, com pretensões ao Senado?
Topo da pirâmide
Deu no jornal O Dia, nessa quinta-feira (16), que o empresário Sérgio de Castro (PDT), suplente do senador Ricardo Ferraço (PSDB), tem patrimônio avaliado em R$ 6 milhões. Ele fica na cadeira do tucano até março do próximo ano e deve participar da polêmica discussão sobre a reforma da Previdência, pleito da sua área.
Sem data
Por falar nisso, com a licença-férias de Ricardo Ferraço, ficou para 2018, sabe-se lá quando, a discussão sobre a redução da maioridade penal no Senado. Ele é o relator da matéria, que estava pronta para ser analisada. Ruim para o colega de plenário, Magno Malta (PR), que não vê a hora de explorar o assunto – mais um – como bandeira.
Convence?
Depois do filho feio “Fiscaliza Vitória”, da gestão de Fabrício Gandini (PPS), a Câmara de Vitória terá agora o “Participa Vitória”, do atual presidente e correligionário, Vinícius Simões. Sob o mantra de priorizar a participação popular, o programa não coloca nenhum Doblô nas ruas para fazer figuração, porém, abre um canal de comunicação em portal e aplicativo gratuito em smartphones. É quase igual, mas fala diferente…
Teoria x prática
Aliás, com esse discurso de gestão participativa, os aliados do prefeito Luciano Rezende (PPS) fazem escola. Luciano só fala disso, mas na hora de ser democrático e se propor a dialogar com setores da cidade, perde as estribeiras.
Anteciparam
O deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) recebeu várias mensagens de aniversário no seu perfil do Facebook nesta sexta-feira (17). Agradeceu, mas foi obrigado a informar: a data correta é dia 25/11.
Nas redes
“Presidente da Câmara [Vinícius Simões] desrespeita o Regimento da Casa, e também o Parecer da Procuradoria, e envia acusação sem nenhuma consistência pro Ministério Público. Agora tem que se explicar perante seus pares e a opinião pública. Eu 'tô' tranquilo, porque fiz minha parte na defesa dos Direitos Humanos, contra a prática do racismo numa escola municipal de Vitória”. (Vereador Roberto Martins – PTB – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro”. Confúcio

