Pelo tom do primeiro debate, que correu neste domingo (22) em Guarapari, entre os candidatos à presidência do PT capixaba – João Coser, Perly Cipriano e a senadora Ana Rita -, ficou mais do que nítido que haverá um grande confronto entre as forças que vem garantindo o controle do partido pelo ex-prefeito de Vitória João Coser com os grupos opostos liderados pela senadora Ana Rita e o histórico Perly Cipriano, que buscam, como bandeira de luta, dar um fim a hegemonia política que Coser detém no partido. E nesse bate-bate Perly chegou a responsabilizar Coser pela inércia política que tomou conta do PT capixaba nesta última década. Essa inércia levou o partido no Espírito Santo a abdicar da sua principal condição política PT: ser um partido de massa. Entre os viés conservadores assumidos por ele encontra-se a barbárie democrática em se tornar cúmplice da fórmula idealizada pelo do ex-governador Paulo Hartung, que se especializou na prática de eleger governador previamente conveniado em mesa de negociação. Fortalece
Para os debates que ainda faltam, a previsão é de que as coisas esquente ainda mais para o lado de Coser, pois sua vitória à presidência do partido deixaria o PT sujeito à variação das arrumações políticas do ex-governador Paulo Hartung e do governador Renato Casagrande.
Alcançar
Mas com maior propensão para ir para a candidatura ao governo do senador Ricardo Ferraço ( PMDB), que atende aos propósitos de poder do ex-governador Paulo Hartung.
Cenário sem Coser
Caso Coser não conquiste o comando do partido, a prioridade irá para o empenho do PT em favor do êxito da reeleição da presidente Dilma no Espírito Santo. Deixando em plano secundário a competição para o governo do Estado.
Coadjuvante
Com Coser fora do comando, o PT capixaba teria chance de sair desta situação angustiante que coloca o partido hoje, eleitoralmente, numa posição de coadjuvante. Essa posição vem obrigando a sigla a se sujeitar a toda sorte de decisões irmanadas de áreas políticas “alienígenas”.
Sobra
Sem Coser à frente do partido, aumentaria, sobretudo, o poder de intervenção do PT nas eleições de 2014. A sigla passaria a ter uma moeda de troca extremamente valorizada para negociar em favor da vitória de Dilma.
Sem preferência
Renato Casagrande, Magno Malta (PR) ou mesmo Ricardo Ferraço (PMDB) podem se habilitar para coligar com Dilma. A questão tende a ser meramente auferida pelo poder de voto de cada um em favor da vitória de Dilma no Espírito Santo.
De volta às ruas
Podendo também abrir possibilidade amplas para o partido incluir nessas negociações à reeleição da senadora Ana Rita. Cabe perfeitamente dentro de uma estratégia que sirva de motivação para levar o partido às ruas.
Proporcional
Com o ex-prefeito João Coser sem o controle do partido, melhoram também as chances dos candidatos do PT à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, o que tange as armações das próximas coligações.
Pensamento
“Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe”
Nelson Rodrigues

