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O dinheiro e o idoso

Pesquisas do SPC Brasil vêm apontando que os idosos brasileiros, entre 65 e 85 anos de idade, estão ficando mais endividados e inadimplentes ao longo dos últimos meses.
 
É fato que o avanço da idade é proporcional ao avanço nas despesas com a saúde, composta por gastos, por exemplo, com medicamentos e com os planos de saúde. Despesas que somadas as com os bancos, representam quase 45% das dívidas em atraso desta faixa etária, segundo o SPC Brasil.
 
Os gastos na terceira idade são maiores do que os gastos nas outras faixas etárias.
 
Pensando sobre isso, algumas precauções e alertas devem ser reforçadas em todas as faixas etárias, como por exemplo: a importância de formar reserva financeira, iniciada o mais cedo possível e mantida no decorrer das fases “produtivas”da vida, a fim de lançá-la em complemento a receita nesta fase que, não comporta o avanço nos gastos com a saúde. Além da necessidade de se adequar ao padrão de vida, evitando contrair dívidas sem avaliar previamente se caberão em seu orçamento.
 
Outro destaque vem das alterações nas relações familiares, onde observamos os idosos, cada dia mais como pessoas de referência nos domicílios ou nas famílias. E nesse novo cenário, a receita do idoso, que antes devia dar na conta certa, passa a ser dividida entre as gerações (ele, filhos e netos) e a arrochar o orçamento, que com o passar do tempo, tende a provocar o seu endividamento excessivo.
 
O que leva a outro ponto importante nesse cenário: o aumento na contratação de empréstimos pelos idosos que, geralmente, não estão mais no mercado de trabalho. Empréstimos contratados em nome deles, mas, geralmente, destinados, direta ou indiretamente a terceiros (filhos, netos). Utilizando a capacidade de endividamento de quem, provavelmente, não terá receita suficiente para saldá-lo.
 
Isso vem se tornando um problema social crescente.
 
O ideal é que cada geração assuma as suas responsabilidades, principalmente, pelo seu sustento, vivendo um padrão de vida compatível com a sua realidade, sem comprometer as gerações anteriores e as futuras.
 
Neste cenário, observamos um movimento crescente de retorno de idosos aposentados ao mercado de trabalho, formal ou informal, seja para complementar a renda, para saldar as dívidas, para poder melhorar ou manter o padrão de vida ou para realizar seus sonhos.
 
A pergunta a qual chegamos é: considerando que as despesas sabidamente crescem com o avanço da idade e que é comum ainda, sonhar com a aposentadoria… Como parar de trabalhar?
 
Através do planejamento, da disciplina e da adoção do hábito positivo de investir o quanto antes possível para a construção da independência financeira.
 
O que poupamos no presente, será utilizado no futuro.
 

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br

https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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