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O fantasma da Odebrecht

(Atualizada em 09/06/17) Logo que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou a lista dos envolvidos no esquema da Odebrecht para as mãos Edson Fachin, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) reteve os casos que eram de sua alçada e declinou a competência de outras petições para as instâncias devidas. A citação envolvendo o governador Paulo Hartung (PMDB), por exemplo, que aparece na delação de Benedicto Júnior como um dos favorecidos no esquema de “caixa 2” da Odebrecht, seguiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
 
Nesta quinta-feira (8) o jornal A Tribuna repercutiu a notícia publicada em primeira mão pelo Blog de Elimar Cortês, que os autos relativos ao caso de Luiz Paulo Vellozo Lucas já saiu de Brasília e deve estar prestes a bater na Justiça Federal no Espírito Santo, que passará a investigar as denúncias envolvendo o tucano.
 
Luiz Paulo, identificado com a alcunha de “Filhote” na lista da Odebrecht, teria recebido, durante as campanhas de 2010 (ao governo) e 2012 (à prefeitura de Vitória), respectivamente, R$ 400 mil e R$ 100 mil. Esse dinheiro não teria sido contabilizado nos gastos de campanha do candidato do PSDB.
 
O andamento dos autos de Luiz Paulo fez soar o sinal de alerta nos outros políticos capixabas relacionados na lista de Fachin. A pergunta que fica é a seguinte: atrás do dos autos de Luiz Paulo virão os outros sete? Há quem arrisque dizer que o caso do tucano acelerou devido ao fato de ele estar à frente da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano do Ministério das Cidades, um cargo de relevância no governo Temer, que pode ter determinado a ordem de andamento da lista.
 
A movimentação causa frisson no mercado político. Ao todo, Fachin teria analisado os casos de oito políticos do Espírito Santo. Tirando Hartung, que terá seu caso analisado pelo STJ; e o senador Ricardo Ferraço (PSDB), cujo inquérito permanece no Supremo, os casos do ex-governador Renato Casagrande (PSB); do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS); do deputado e líder do governo na Assembleia, Rodrigo Coelho; do secretário de Estado da Assistência Social, Carlos Casteglione (PT); e do ex-assessor de Casagrande, Paulo Brusque, devem “descer” para a Justiça Federal no Espírito Santo.
 
Apesar de os investigado estarem tocando normalmente suas vidas, como se nada estivesse acontecendo, o clima é de apreensão. Estão todos com as barbas de molho. Não é pra menos, o que se houve na rua é que a Polícia Federal está prontinha para entrar em ação. Assim que a Justiça Federal começar a dar andamento aos inquéritos, a PF vai para as ruas para cumprir as famosas diligências e os temidos mandados de busca e apreensão. 

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