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O fator Marina

Em uma disputa eleitoral muito acirrada prevista entre o governador Renato Casagrande (PSB) e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o parceiro de palanque é um fator muito importante na eleição. Quando se trata de eleição nacional, a reviravolta com a trágica morte de Eduardo Campos mudou as coisas por aqui também. 
 
Casagrande tinha uma missão difícil até então. Com Eduardo Campos estacionado nos 9% de intenção de votos, precisaria de um esforço redobrado para tentar puxar o palanque de seu presidenciável. Com Marina Silva no palanque, fica mais fácil fazer a campanha presidencial. 
 
Mas isso também não é uma coisa certa. A candidata do PSB – Rede sofre com uma grande rejeição e suas posições intransigentes estão gerando uma grande insatisfação dentro do partido. O PSB só apoiou Marina para substituir Campos porque não tinha opção. Casagrande, membro da nacional, saiu pela tangente, e se reuniu à parte para discutir questões regionais.
 
Casagrande defende Marina e pode se beneficiar disso, mas é preciso saber se a candidata do PSB sustenta a concentração de votos que tem. Em um embate duro, ela pode se enrolar com algumas questões. Mas, de qualquer forma, hoje é uma grande vantagem tê-la no palanque. 
 
Hartung já percebeu isso e não pensou duas vezes em soltar a mão de Aécio Neves (PSDB). Hartung não vai fazer campanha para quem está em queda. Aécio não gostou nada disso, dizem. Também já percebeu que o romance com Hartung foi só um amor de verão. O cenário mudou e ele agora tem uma campanha eleitoral difícil pela frente, em que não poderá ficar puxando ninguém, nem mesmo Aécio. Se a situação mudar lá na frente, ele pode voltar atrás, mas hoje estar ao lado do tucano não é vantagem.
 
Fragmentos:
 
1 – Nilton Baiano (PP) vai para a sua quarta passagem pela Assembleia Legislativa nesta mesma legislatura. Desta vez, porém, em uma situação que não gostaria de estar, substituindo o deputado Glauber Coelho (PSB).
 
2 – Os primeiros programas do horário eleitoral são os mais importantes, pois com o passar do tempo o eleitor vai cansando e para de assistir. Se os candidatos têm alguma coisa a dizer, é melhor que seja logo. 
 
3 – De uma liderança política sobre o programa eleitoral dos candidatos a deputado estadual na televisão: “seria cômico, se não fosse trágico”. 

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