O presidente Lula colocou a mão na eleição no Espírito Santo, acabando com a incerteza sobre o palanque do PMDB no Estado. Não será Ricardo Ferraço o candidato, de novo. O ex-governador Paulo Hartung foi o escolhido para puxar o palanque da presidente Dilma Rousseff no Estado.
Imediatamente, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, declarou o apoio do PPS estadual à candidatura de Eduardo Campos. Isso pareceu uma resposta do governador Renato Casagrande à movimentação petista, já que Luciano é seu aliado de primeira linha.
Diante desse cenário, que delimita muito bem os espaços com PT e PMDB de um lado e o PSB com o PPS e mais uma fila de partidos do outro. Resta o questionamento: qual será a posição do senador Magno Malta (PR) na eleição do próximo ano.
Recentemente, Malta se reuniu com a presidente Dilma, assim como fizeram Hartung e Ricardo. Casagrande, Dilma não quer ver nem pintado de ouro, mesmo ele jurando que ficará neutro. Malta ofereceu o palanque e lembrou que enquanto Hartung recomendava que ela calçasse as sandálias da humildade, ele, Malta rodou não só o Estado como o País para pacificar as coisas entre a então candidata de Lula e o seu fiel público evangélico.
Mas em tempos de risco à reeleição de Dilma, o PT preferiu o pragmatismo, mantendo forte a aliança com o PMDB, que em nível nacional está consolidada, no intento de isolar os palanques socialistas nos Estados.
De certo mesmo, Malta tem o apoio do PSC e um discurso poderoso. É popular e tem um perfil conservador, igual ao do eleitorado capixaba. Mas está isolado. Tergiversa sobre a possibilidade de disputar o governo do Estado para ganhar tempo, mas sabe que não há como evitar a disputa, já que seu nome é cotado, o palanque com o candidato ao Senado forte já está montado e o discurso de combate à unanimidade já está pronto.
Dos outros lados, Magno é visto como um risco. O abismo criado nas nacionais entre PSB e PT+PMDB inviabiliza uma união de Casagrande e Hartung para evitar o republicano. Está ficando cada vez mais difícil acreditar em um cenário em que Malta não dispute o governo do Estado. E aí estamos falando em uma disputa de segundo turno. Não se sabe com quem enfrentando quem. Mas que haverá, haverá.
Fragmentos:
1 – Dia de chuva forte é dia de colocar o termômetro do capital eleitoral dos prefeitos da Grande Vitória para funcionar. Muito administrador já viu seu prestígio político escorrer com a enxurrada.
2 – O caso do helicóptero do filho do Zezé Perrela carregando cocaína faz refletir sobre o tipo de relacionamento que a classe política tem com o tráfico de drogas.
3 – A coluna não se refere ao uso de drogas e sim ao financiamento de políticos pelo tráfico. Bom, ele alega que o helicóptero foi “roubado”, mas, convenhamos, roubar um helicóptero não é como roubar uma moedinha no cofrinho da vovó.

