A greve do INSS, que durou cerca de três meses, finalmente acabou, mas o serviço que é prestado à população continua muito ruim. Era ruim antes da greve e continua ruim agora, aliás, piorou. O acúmulo do serviço gerado com a greve, ajudou a complicar a situação, mas existe uma impressão de que a operação tartaruga continua.
O grande problema em um setor que oferece um serviço tão importante para a população é que seu patrão é o povo. E quem acompanha o atendimento a quem procura a ajuda no Instituto não acredita no tratamento dispensado pelos servidores públicos à população.
Veja bem, que quem procura o INSS tem algum problema sério: ou está aposentando e isso é um processo nem sempre fácil para um idoso, ou está pedindo a pensão do cônjuge morto, ou é uma gestante na reta final da gravidez, ou é um acidentado do trabalho que precisa de afastamento, entre outros.
Então, o tratamento também deve ser diferenciado. O cidadão que procura o Instituto e o funcionário público está ali para ajudar e não para piorar a situação. Se há questões trabalhistas a serem resolvidas, que sejam resolvidas nas mesas de negociação, sem permitir que a insatisfação do servidor seja transferida para a mesa de atendimento.
Ao maltratar o povo que procura o atendimento, o funcionário público está prejudicando seu próprio patrão, afinal é pelo imposto pago pelo cidadão que o servidor público é pago. O exemplo do INSS serve para todos os órgãos públicos ou de serviços.
Atender o cidadão com respeito e celeridade não é um favor do servidor público é uma obrigação. Se há problemas entre os governos ou prefeituras e o funcionalismo, não é a população quem deve pagar o pato. E é preciso deixar que a mediação seja feita pelo meio sindical. As oposições devem se apresentar e mostrar condições de dialogar com o governo, defendendo os interesses da categoria, mas sem prejudicar a população, que no fim das contas é que sai prejudicada com os impasses.
Mobilize-se, sindicato!

