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O superlíder

No primeiro ano do governo Paulo Hartung (PMDB), uma das muitas marcas negativas foi a atuação do líder do governo na Assembleia, Gildevan Fernandes (PV). Considerado truculento na defesa dos projetos do Palácio Anchieta, ele não conseguiu se estabelecer como um nome de mediação entre o Executivo e o Legislativo. 
 
Durante o período do recesso, circularam boatos sobre a possibilidade de Hartung mudar o líder na Casa. Mas isso não aconteceu, ao contrário, a estratégia do governo do Estado parece ser a de tentar dar mais musculatura ao líder para consolidá-lo na Assembleia, pelo menos até o processo eleitoral, em que espera-se, Gildevan volte a disputar a prefeitura de Pinheiros, no norte do Estado. 
 
Semana passada, com o retorno dos trabalhos, Gildevan foi eleito vice-presidente da toda poderosa Comissão de Justiça da Assembleia, e diferentemente das queixas do vice-presidente da República, Michel Temer, não atua como um vice decorativo. Atuou de forma protagonista nas discussões dos primeiros projetos que chegaram ao plenário. 
 
Não menos importante que a CCJ da Assembleia, Gildevan foi escolhido nessa quarta-feira (17) como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Empenhos, depois de uma dança das cadeiras no colegiado causada pela saída do então relator Euclério Sampaio (PDT).
 
A CPI dos Empenhos é um instrumento que o governo do Estado vem apostando para aumentar a pressão para preparar o terreno para a rejeição das contas do ex-governador Renato Casagrande (PSB) pelo plenário. E a escolha de Gildevan Fernandes para a presidência do colegiado, para os meios políticos, teria o objetivo de cuidar de perto da manobra. 
 
Paralelamente às articulações para aumentar sua musculatura na Assembleia, o líder também tem buscado outras estratégias de movimentação no plenário. Pelo menos nas primeiras sessões deste ano, Gildevan tem sido menos agressivo na defesa das matérias. Uma postura que se assemelha aos líderes do passado, que passavam despercebidos no posto, trabalhando mais no celular do que no microfone. 
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado Marcelo Santos (PMDB) encaminhou ao governo do Estado a proposta de um projeto de lei de Iniciativa do Executivo que dispõe sobre horário especial para servidor público estadual que tenha filho com deficiência.
 
2 – Pela proposta, o servidor não teria prejuízo na remuneração e de quaisquer benefícios ou vantagens decorrentes do cumprimento de carga horária prevista em legislação própria. A criação da lei recebeu o apoio de 21 deputados que são favoráveis ao benefício.
 
3 – A Câmara de Vitória discute na próxima segunda-feira (22), às 9h30, as notificações dos casos de abuso sexual infantil. Estarão presentes representantes dos fóruns municipais ligados ao tema, de secretarias da Prefeitura de Vitória, dos Conselhos Tutelares e profissionais da área de Assistência Social.

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