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Ofensiva

 

O governador Renato Casagrande mudou o tom de sua campanha eleitoral. Não tanto como deveria, até mesmo porque enfrenta contradições para criticar e enumerar os casos envolvendo seu principal adversário Paulo Hartung (PMDB), já que assumiu um governo de continuidade. Mas começa a apresentar um discurso mais duro nas propagandas eleitorais, embora ainda subjetivo. Juntando os elementos proximidade do pleito – faltam 34 dias – e segundo lugar nas pesquisas eleitorais, a equipe de campanha de Casagrande supervaloriza um pequeno crescimento nas intenções de votos para abrir, nesta terça-feira (2), o período que chama de “hora da virada”, com reunião da militância às 18h30, no Álvares Cabral, em Vitória. O quadro exige reações, afinal, “a necessidade faz o sapo pular”. Só resta saber se esse discurso nas entrelinhas chega à maioria do eleitorado, que não tem o hábito de acompanhar política e até agora demonstra total desinteresse no pleito. Para os desavisados, recado de Casagrande a Hartung pode não surtir efeito algum. 
 
Convocação
Chamada de Casagrande à militância: “chegou a hora da virada galera. Vamos nos unir, arregaçar as mangas, continuar com nosso trabalho, que juntos traremos esta vitória! A virada já começou, agora é com a gente”.
 
Entrelinhas
Texto da propaganda eleitoral de sexta-feira (29): “existem dois defeitos que não dá para perdoar num governante: a falta de honestidade e de atenção com as pessoas que mais precisam do Estado. O governador que usa o poder para enriquecer e conceder privilégios a parentes e amigos é o mesmo que mente para o povo e promete o que não pode cumprir. É gente que só fala em futuro, para esconder o próprio passado”. 
 
Enquanto isso…
Hartung e seus aliados rodam o Estado espalhando os ecos de “já ganhou”.
 
Última que morre
Apesar da rejeição ao seu perdido de candidatura a deputado estadual pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), o ex-prefeito de São Mateus, Lauriano Zancanela (DEM), segue em propaganda eleitoral na TV, como se nada tivesse acontecido. Ainda tem esperança de reverter o quadro no TSE. Não duvido.
 
Exemplo
Se até o ex-prefeito de Anchieta, Edival Petri (PSB), conseguiu, tudo é possível! Petri foi condenado, em decisão já transitada em julgado, pela prática de conduta vedada a agente público nas eleições de 2008. Mas foi liberado porque a condenação foi multa, não cassação. Vai entender esses critérios – ou melhor, a falta deles.
 
Esforço extra
Só há um período em que o ex-secretário de Estado de Turismo, Alexandre Passos (PT), aparece sorrindo em fotos: ano eleitoral.
 
Oportunismo
A cada eleição, triplica o número de candidatos que são pastores e policiais no Estado. Não é à toa. As duas áreas costumam render votos. No primeiro caso, então, nem se fala!
 
Em cima do muro
A polêmica das alterações no programa de governo da presidenciável Marina Silva (PSB), no que se refere aos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais), ainda rende nas redes sociais. Foram eliminados do documento o apoio a propostas para legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo e a defesa de projeto em tramitação no Congresso que criminaliza a homofobia. Pegou mal. 
 
Em cima do muro II
O que Marina fez foi tentar agradar a gregos e troianos. As questões haviam sido criticadas pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Twitter. Embora evangélica, Marina sofre resistência dos principais líderes, que apoiam o pastor Everaldo (PSC). Não existe texto de consenso nesses casos, como a ex-senadora tentou justificar. Marina precisa assumir posição.
 
140 toques
“É com muito pesar e tristeza que recebo a informação do falecimento do meu amigo, irmão e ex-prefeito de Mimoso, Pedro Costa”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“Em terra de sapos, de cócoras como eles”. Odorico Paraguaçu

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