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Omissos, sim

Simplesmente não dá mais para ouvir os membros da bancada capixaba virem a público com esse chororô desmedido, jogando para cima do governo federal a responsabilidade sobre a falta de competência nas manobras políticas que deveriam ter sido adotadas pelos deputados e senadores capixabas dentro de seu tempo.
 
A ministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann não vai mexer no edital do pedágio da BR-262, até porque o edital já foi lançado e aprovado. Mexer com o processo agora, resultaria em atraso das obras, o que geraria outro chororô, como acontece com o caso do aeroporto de Vitória.
 
O problema é que os parlamentares perceberam só agora o problema causado com a cobrança do pedágio, assunto espinhoso ultimamente no Estado, e não querem ser chamados de omissos. Mas é o que acontece. A verdade é que neste caso e em outros os parlamentares capixabas entraram atrasados na discussão. 
 
E aí recorrem a esse discurso desgastado de preconceito com o Espírito Santo, perseguição do governo federal, injustiça. Mas na verdade, o que acontece que no Congresso o Estado não tem articulação e tenta justificar essa carência com o tamanho da bancada, o que na verdade não corresponde à verdade. Bancadas menores ou do mesmo porte se movimentam muito melhor que os parlamentares do Estado. 
 
Só para se ter ideia da discussão envolvendo a BR. Apesar de os parlamentares afirmarem que estavam acompanhando o processo. Tudo foi aprovado no Tribunal de Contas da União (TCU) sem qualquer contestação. 
 
Além disso, na segunda-feira desta semana é que aconteceu uma reunião dos parlamentares com os representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) em Vitória, para tomar conhecimento do projeto. Querer levantar a questão agora parece mais uma tentativa de jogar para a plateia depois que o caso é evidentemente irreversível. 
 
Por essas e outras é que a expectativa dos meios políticos é de que haja uma grande renovação na bancada capixaba no próximo ano.  Mas só isso não basta. Enquanto o Espírito Santo continuar apegado a esse complexo de inferioridade, nossos representantes vão continuar passando recibo de inabilidade. 
 
 
Fragmentos:
 
1 – O PMDB no Espírito Santo ganhou um tamanho enorme pelos espaços que ocupa, mas tem de lidar com problemas eleitorais para a disputa proporcional do próximo ano. 
 
2 – Olhando para dentro do partido é difícil encontrar um quadro que possa puxar o palanque de deputado federal. A bancada hoje, com três deputados federais, não deve se repetir em 2014.
 
3 – Na Assembleia, o partido está bem já que praticamente todos os seus deputados estaduais têm capacidade de reeleição. Uns mais, outros menos. Talvez o partido não repita o número atual, mas dependendo da coligação terá uma boa representatividade. 

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