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Onde buscar?

Por enquanto, o cenário eleitoral de Vila Velha continua sendo claro em relação aos votos da população. Rodney Miranda (DEM) é o candidato da elite. Tem seus votos concentrados na orla do município. Neucimar Fraga (PSD) é mais forte na periferia e Max Filho consegue transitar pela cidade entre as diferentes classes sociais de maneira mais equilibrada. 
 
Com a disputa embolada entre Neucimar e Max Filho, a busca do voto nos redutos onde não há penetração da campanha será fundamental para definir o cenário de disputa. Max Filho conta com o recall para convencer o eleitor. Ele precisa se movimentar mais, e aumentar os votos que parem pulverizados. Também precisa conquistar o eleitor jovem e parte da elite. 
 
Neucimar não é bem quisto pela classe A e precisa reverter a imagem de que não foi um gestor que olhou para essa parte da cidade. Também precisa convencer o chamado voto qualificado, mas como ele e Max estão na frente, a preferência por Rodney Miranda nessas áreas pode não ser tão prejudicial. Resta saber para onde vão esses votos no segundo turno. 
 
Para Neucimar o momento será de comparar sua gestão que está mais fresca na memória do eleitor com a de Rodney. Ele é bom de dados e vai usar isso a favor de sua gestão. Já Rodney tem a dura missão de tentar convencer o eleitor de baixa renda de que não é um prefeito elitista. Por enquanto, não está conseguindo. Para os observadores, Rodney estaria próximo de seu teto.
 
Melhor para o deputado estadual Rafael Favatto (PEN). Ele apareceu atrás de Rodney na pesquisa, mas tem condições de crescer, diferentemente do prefeito. Mas para isso, precisa expandir sua campanha para além da região de Paul. Favatto divide votos nas mesmas regiões de Rodney, então, dependendo da estratégia, pode tirar votos do prefeito.
 
Com um bom número de indecisos na cidade, caberá aos candidatos buscar o convencimento do eleitorado em toda a cidade, sobretudo, nos lugares em que não são queridinhos. Isso pode definir o sucesso ou fracasso das campanhas.
 
Fragmentos:
 
1 – Uma ferramenta para desestimular ou justificar a saída de lideranças com mandato no processo eleitoral tem sido os suplentes de outras regiões. Com o deputado federal Jorge Silva (PHS) foi assim e com o deputado estadual Erick Musso (PMDB) não tem sido diferente.

 

2 – Ao decidir não disputar a prefeitura de São Mateus, uma das justificativas do deputado federal é de que a suplente, Norma Ayub (DEM), que também é candidata este ano é do sul do Estado e por isso, o norte perderia representatividade.

3 – No Caso de Musso, que tem como suplente o ex-deputado Jamir Malini, da Serra, o parlamentar está sendo criticado pelos adversários, pois Aracruz perderia um representante na Assembleia.

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