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Segunda, 26 Outubro 2020

Onde está a saída?

Para agravamento do cenário preocupante causado pelo coronavírus, ruas e avenidas de Vitória foram invadidas neste sábado (25) por uma carreata em defesa da volta ao trabalho e contra contratos firmados pelo governo do Estado, com mensagens de cunho político-ideológico, que incluíram palavras de ordem dirigidas à população para ter "cuidado com os comunistas". Um alerta sem sentido, pois na realidade a ameaça alardeada é falsa.

Partem de ajuntamentos de grupos ideológicos, estimulados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, promovendo concentrações em locais públicos, que além de representar desobediência às recomendações médico-sanitárias, contribuem para o avanço do número de contaminados.

Com 52 mortes por Covid-19 e um total de 1.711 casos confirmados até este sábado (25), o Espírito Santo atravessa a curva ascendente da contaminação, como previsto pelas autoridades sanitárias, no mesmo momento em que são afrouxadas as recomendações sobre o isolamento social, ampliando o risco de um colapso no atendimento às vítimas da pandemia.

Mais veículos transitando, supermercados movimentados por clientes em número cada vez maior, centros urbanos como Vitória começam a apresentar a cara de normalidade, em falsas verdades divulgadas por setores mais voltados para outros interesses. Alguns se justificam, em parte, considerando a morosidade dos canais oficiais em adotar medidas para possibilitar ajuda financeira.

Nas agências bancárias, a concentração de pessoas ultrapassa o que poderia ser aceitável. Foi necessária a intervenção do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários-ES) para restringir o atendimento ao público. A partir de agora, só pessoas com doenças crônicas graves e beneficiários do programa de Auxílio Emergencial do Governo Federal.

Reduz o perigo, mas, no entanto, por falta de uma fiscalização rigorosa, não impede a aglomeração de pessoas, mantendo ou ampliando o risco de contaminação. São problemas difíceis, cuja solução passa, principalmente, pela conscientização das pessoas de que o risco existe, sendo necessária a adoção de medidas preventivas.

Enquanto não houver a certeza de que a ameaça é real, e mata, por parte de gestores públicos e privados, o que passa por uma aceitação de que haverá retração econômica em maior escala do que já vinha ocorrendo, as mortes irão se multiplicar e o cenário será mais drástico. A saída é usar o bom senso, a sabedoria de acolher o ruim para evitar o pior, ou seja, o caos total. 

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