segunda-feira, março 23, 2026
22.9 C
Vitória
segunda-feira, março 23, 2026
segunda-feira, março 23, 2026

Leia Também:

Os Ferraço

O que se sabe hoje sobre o futuro político dos Ferraço no processo eleitoral 2018 é que não se sabe nada. Ricardo Ferraço (PSDB) é senador, o pai, Theodorico Ferraço (DEM), deputado estadual, e sua mulher, Norma Ayub (DEM), deputada federal. Em uma primeira observação, parece que o clã Ferraço está com tudo.
 
Mas não é bem assim. Toda essa ocupação de espaço foi o pretexto de um grupo de deputados para não reconduzir Theodorico Ferraço à presidência da Assembleia, no início do ano. Com as movimentações do cenário político do Estado até aqui, será que toda essa construção se mantém após outubro de 2018?
 
De cima para baixo, a situação é complicada. O senador Ricardo Ferraço hoje não tem uma reeleição garantida. A entrada do deputado estadual Amaro Neto (SD) no cenário pode prejudicar seu projeto em 2018. Amaro está no palanque de Hartung, e o governador oscila com o tucano. Esteve ao seu lado na visita de Hartung à cúpula nacional do PSDB, mas tem deixado o senador de lado em suas andanças pelo Estado. 
 
O clima nada efusivo no encontro de Ricardo com Renato Casagrande (PSB) na Stone Fair, em Cachoeiro de Itapemirim, mostra que os diálogos com o socialista também esfriaram. Há quem diga, que se a situação se complicar, talvez seja mais prudente Ricardo Ferraço descer um degrau e disputar a Câmara dos Deputados. 
 
Isso poderia encontrar algum problema em outras movimentações, com a do próprio Theodorico, que vem sendo incensado para a disputa à Câmara. Nada que impeça pai e filho de disputarem uma vaga na bancada federal, mas seria uma coisa inédita no Estado. 
 
Ainda nesta movimentação, está a possibilidade de a deputada federal Norma Ayub disputar a Assembleia Legislativa. Norma ficou na suplência de deputada federal em 2014 e a troca de posição com o marido na disputa do ano que vem pode ser uma boa estratégia, embora a eleição esteja bem congestionada e o Palácio Anchieta não parece disposto a ajudar ninguém do clã. 
 
Fragmentos
 
1 – Com o vice-governador César Colnago (PSDB) internado para tratamento médico, caso o governador tenha que se afastar do cargo por algum motivo, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PMDB), é quem assume o governo do Estado.  
 
2 –  Erick Musso completou 30 anos em fevereiro passado – idade mínima para assumir o governo do Estado. No caso da Serra, com o afastamento da vice-prefeita Márcia Lamas (PSB), hoje a segunda na linha de sucessão do prefeito Audifax Barcelos (Rede), é a presidente da Câmara, Neidia Pimentel (PSD). Isso se ela conseguir permanecer à frente da Mesa Diretora. 
 
3 – O governador Paulo Hartung, retomando sua agenda para recuperar o prestígio nacional, com o viés de economista, fez palestra nessa segunda-feira (28) no Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. Ele detalhou o modelo de gestão aplicado no Estado. A crise da Polícia Militar, obviamente, ficou de lado.

Mais Lidas