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Outros caminhos

Na semana passada, a coluna abordou a importância de os sindicatos implantarem a Organização no Local de Trabalho (OLT), que facilitaria a negociação com a empresa, deixando o sindicato livre para discutir questões externas e que se tornariam benefícios para as categorias no futuro. 
 
Um exemplo disso é a discussão sobre a Participação Lucros e Resultados (PLR). Tem dirigente que faz parte do conselho deliberativo de empresa e tem de ouvir e repassar à categoria que não vai ser possível pagar a PLR, porque a empresa não teve lucro. 
 
Com a descentralização nos sindicatos, os dirigentes teriam mais condições de buscar pesquisas, através do Dieese e de outros institutos, conhecer a cadeia produtiva da empresa e se munir de informações para enfrentar esses debates e cobrar com mais consistência os direitos dos trabalhadores. 
 
Com o sindicato dentro da fábrica, haveria mais espaço para que o sindicato buscasse essas informações, preparasse suas propostas e contrapropostas, para sentar à mesa de negociação com muito mais condições de enfrentar o debate. Mas para isso é preciso abrir mão da concentração de poder. 
 
Mas isso não vai acontecer se a coisa continuar correndo solta. A Central, que criou a resolução de criação da OLT, tem de cobrar de seus sindicatos para que implantem os grupos nas empresas. A Central que também luta pela PLR, não pode deixar que suas bandeiras caiam na mão da direita. Por que em São Bernard o as coisas acontecem de forma favorável ao trabalhador? Porque lá as coisas são levadas a sério pelo movimento sindical. 
 
Cabe também ao trabalhador conhecer e buscar que seu sindicato cumpra as determinações da central a qual ele é filiado. É direito e deve ser cobrado. 
 
Acorda trabalhador!

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