Durante muito tempo a coluna defendeu o financiamento público de campanha como a solução para democratizar o processo eleitoral e evitar a o controle da classe política pelo poder econômico. Mas com a determinação na minirreforma eleitoral aprovada em 2015, e após ouvir a análise dos especialistas, a decepção é inevitável.
É cada vez mais claro que a classe política dificilmente vai para o pleito contando apenas com os recursos do Fundo Partidário, ainda mais para uma disputa eleitoral tão complicada como esta. Quem está no mandato sofre processo de desgaste e pode usar a máquina para tentar se destacar.
Por meio das secretarias, podem influenciar os subalternos e transformá-los em cabos eleitorais. Quem estiver fora do mandato e for aposta das nacionais, pode conseguir os recursos com mais facilidade com o partido, desde que seja um partido pequeno, com poucos nomes para investir no País. Em grandes legendas, o recurso é maior, mas o número de candidatos também.
O problema maior é com quem não está no mandato e não é prioridade do partido, fica como? O jeito vai ser procurar os velhos amigos, que investem nas campanhas de olho em um beneficio posterior: uma licitação, um contrato gordo, enfim, uma vantagem.
Pelo jeito, a influência do poder econômico sobre a classe política não vai acabar nunca. Mas há uma vantagem agora. Qualquer campanha que destoe das demais, que chame a atenção, pode indicar indício de recursos correndo por fora. Aí vai ficar mais fácil fiscalizar.

