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Parceiro ideal

É certo que a partir do crescimento de Paulo Hartung ainda na campanha eleitoral de 2014, a fidelidade do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), tem sido questionada. Não é difícil encontrar o prefeito sorridente para o lado do governador, sem falar nos almoços com aliados do peemedebista pela cidade. 
 
Tudo isso fez com que o sinal de alerta fosse ligado no ninho da pomba. O prefeito insiste na ideia de que está tudo bem entre ele e o ex-governador e Casagrande segue repetindo que acredita na lealdade do prefeito. Mas nos bastidores a impressão é de que a coisa não é bem assim. Em um cenário político radicalizado entre Hartung e Casagrande, a atitude oscilante de Luciano Rezende causa insegurança nos dois lados. 
 
Mas as circunstâncias podem fazer com que o prefeito precise se definir. Ele fez de tudo para se aproximar de Hartung e vem sido repelido sistematicamente. Além disso, um cerco muito forte vem do Palácio Anchieta para isolar e derrotar Luciano Rezende na eleição deste ano. 
 
O isolamento do prefeito pode fazer com que ele convide Renato Casagrande para seu palanque. Afinal, ele precisa ter um nome de peso, em condições de rivalizar indiretamente com o governador para evitar que o rolo compressor palaciano passe por cima dele. 
 
Em vez de medidas desesperadas, tomadas pelo prefeito essa semana, uma boa costura, trazendo Casagrande para o debate, seria uma forma de criar uma estratégia consistente de enfrentamento na eleição. Mas Luciano Rezende continua insistindo em se equilibrar em uma perigosa corda bamba. 
 
Por outro lado, depois das oscilações todas, será que Renato Casagrande vai apoiar Luciano ou vai apostar no próprio nome para garantir a segunda maior vitrine do Estado e aumentar sua musculatura política e se manter vivo no imaginário popular, para disputar com Hartung em 2018? 

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