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Passos lentos

O governador Paulo Hartung (PMDB) não perde nem meia oportunidade de colocar brilho nos projetos que são vitrines de sua gestão. Um deles o Ocupação Social, que foi tema de oba-oba (“ops”, reunião!) no Palácio Anchieta nessa segunda-feira (4), com a participação de um bocado de gente. Como os movimentos de Hartung são friamente calculados, não por coincidência, a área de Segurança recebeu duas páginas inteiras em A Gazeta nesta terça. O recorte sinaliza para a tentativa de associar com o tal programa os números divulgados pelo governo de redução de homicídios no primeiro semestre. Mas, se for olhar mesmo, um ano e meio depois do início de sua gestão, Hartung ainda não tem o que mostrar. Cursos do Senai para jovens dos bairros mais violentos e mapeamento das comunidades? É o mínimo que se espera de um programa que se diz social, apresentado como a fórmula ideal para resolver o grave problema da falta de segurança no Estado. Assim como nos demais projetos do leque das “grandes sacadas” de Hartung, como Escola Viva, #CompartilheoBem, etc. e tal, toda essa movimentação serve, mesmo, para estratégias de marketing. De concreto, continuam sendo peças virtuais de Hartung: ninguém vê, só se ouve falar.
Bate e volta
A propósito, Hartung mal chegou de Brasília e já voltou pra lá, onde está sua pupila Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro Nacional. A cada retorno, ele ganha páginas e mais páginas na mídia corporativa para se autopromover. Agora pergunta por aqui a quantas andam a atual gestão…
‘Presentão’
Desta vez, o governador fez a graça do vice César Colnago (PSDB), que assumiu pela terceira vez o comando do governo interinamente. O tucano foi o protagonista de solenidade no Palácio Anchieta para lançamento – até que enfim – da Secretaria Estadual de Direitos Humanos. Sabe quanto tempo durou entre o anúncio e a criação da pasta, de fato? 18 “mesinhos”.
Correção
O ex-governador Renato Casagrande (PSB), ao contrário do que dito na coluna passada, se manifestou publicamente sobre a grande perda da cicloativista e ambientalista Detinha Son. Foi no sábado (2), nas redes sociais. O erro tem explicação: Casagrande tem perfil e página no Facebook, mas a homenagem só foi feita no perfil. Olha o texto aí na nota abaixo…
Correção II
“Muito sensibilizado com a partida da minha amiga Detinha Son. Apesar do pouco tempo de convivência, aprendi a admirar sua dedicação pelas causas sociais mais nobres. Vai deixar belos exemplos que faremos questão de seguir e perseguir (…)”. Detinha estava no PSB.
No páreo
Alan Claudio Melo garante que é pré-candidato a prefeito de Vila Velha e não abre. Ele diz que o PRTB não faz parte do blocão e tampouco fez qualquer movimento para se aproximar do também pré-candidato Neucimar Fraga (PSD). Melo disse que é tudo boataria. Então, tá!
Tiro no pé
O diretor da Codesa Roberto Carlos, petista, resolveu fazer uma sugestão no Facebook do candidato do Psol a prefeito de Vitória, André Moreira. A “brilhante” ideia: uma chapa formada por Moreira e o petista histórico Perly Cipriano. Adivinha? Logo apareceram as críticas à postura do PT depois do impeachment, à aliança com Hartung e, ainda, ao papel prestado por Roberto Carlos na última eleição. Ele até tentou se defender, mas…
Tudo em casa
Essa do prefeito de Linhares, Nozinho Correa, de apresentar projeto para colocar o nome do seu pai (Juvenal Correa) na atual sede da Faceli e do pai (Étori Pedroni) do secretário de Obras, Eudir Pedroni, na sede da prefeitura, foi demais, hein. Imagina se a moda pega…
Em tempo…
Nozinho deve ter percebido o tamanho do problema e pediu de volta os projetos, sem nem dizer o motivo. Com uma deixa dessa, o assunto tinha tudo para render na Câmara. Bizarro é pouco.
140 toques
“O governo Temer anuncia mais um golpe. Agora quer acabar com a aposentadoria especial de professores e policiais”. (Deputado federal Helder Salomão – PT – no Twitter)
PENSAMENTO:
“Na sociedade do espetáculo, os períodos eleitorais tornaram-se um dos momentos mais despolitizados da vida em sociedade”. André Azevedo da Fonseca

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