
Guardadas as devidas proporções, já há quem compare a relação Paulo Hartung/Rodney Miranda com a dupla paulistana Paulo Maluf/CelsoPitta. Assim como no caso capixaba, Maluf alçou Pitta à vida política, na época um ilustre desconhecido. Primeiro ganhou uma cadeira de secretário do “padrinho” e, depois, foi lançado por ele candidato à sucessão. Nome validado por Maluf, Pitta ganhou a disputa, pelo PP. No entanto, dois anos depois, o “afilhado” começou a dar problema, citado em episódios de corrupção do período em que era secretário e prefeito. Por aqui, Rodney (DEM) fez caminho um pouco diferente. Também começou como secretário de Hartung (PMDB), com atuação pífia na pasta; chegou à Assembleia como o mais votado e nunca mostrou a que veio e, depois, à Prefeitura de Vila Velha. Tudo isso tendo o ex-governador como seu “fiador”. Desde sempre, protagoniza uma incompetência atrás da outra, mas foi à frente da prefeitura que ficou queimado de vez. Ao contrário de Maluf, porém, que já no primeiro sinal fez de tudo e mais um pouco para se desvincular do “afilhado”, Hartung sustenta as ações de Rodney e até aciona sua tropa de choque para defender o prefeito. O ex-governador deveria se inspirar na frase de seu xará que ficou famosa na década de 90 e repetir: “Se Rodney Miranda não for um bom prefeito, não votem mais em mim”. Ainda tem tempo.
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A propósito, quando Celso Pitta deixou o poder em 2001, matérias apontavam que 83% dos paulistanos consideravam a sua gestão ruim ou péssima, uns dos maiores índices até então. Pitta não tentou a reeleição e fracassou duas vezes na campanha a deputado federal. Já Maluf foi derrotado por Marta Suplicy, em 2002, e também respondeu por acusações de corrupção.
Seis por meia dúzia?
Depois da sessão dessa terça-feira (8), mais indicado o governador Renato Casagrande repensar a substituição do líder do Governo na Assembleia, de Elcio Alvares para Atayde Armani, ambos do DEM. Entre a defesa do presidente de seu partido, Rodney Miranda, e do governo, Armani se atrapalhou e acabou dando um tiro no próprio pé.
Menos um
Bastou o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), “apadrinhar” a deputada Aparecida Denadai (PDT), que veio a primeira “baixa” das pendengas judiciais da pedetista. O demista, sabe como é, tem influência nessa área.
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O caso que Aparecida foi inocentada é da acusação de compra de votos no processo da “cabeluda” Operação Moeda de Troca. Culpa caiu somente no colo do ex-prefeito de Santa Leopoldina Ronaldo Prudêncio (PDT), aliadíssimo da deputada na época. O TRE-ES foi o salvador da pátria.
Floreio
Da série “eu amo sinônimos”: em apenas uma frase, o deputado estadual Glauber Coelho (PSB) citou as palavras dificuldades, obstáculos e impedimentos, na sessão da Assembleia dessa terça. Economiza, vai!
Vitrine
Para não fugir à regra, mais um gestor que deixa o cargo para se candidatar nas eleições deste ano prestou contas. Desta vez, o vice-prefeito de Vila Velha, Rafael Favatto (PEN), que acumulava a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Ele e Rodney não se bicam, mas Favatto achou por bem tecer elogios ao prefeito, como manda o figurino.
Só no nome
Interessante é que Favatto é candidato a deputado estadual pelo PEN, que significa Partido Ecológico Nacional. Aliás, ele é o presidente regional da sigla. Mas cadê a bandeira ambiental de Favatto e do PEN?
Lamentável
Ausência sentida e criticada durante o enterro do radialista Cícero Dantas nesta quarta-feira (9), no Jardim da Paz, em Laranjeiras: diretor da Rádio Espírito Santo, Ricardo Janotti. Ex-diretores presentes entenderam como “mais um desrespeito, até na hora da morte”. O governo também não mandou representante.
140 toques
Ontem [terça-feira, 8] nos encontramos com o senador Aécio Neves em Brasília. Conversa excelente sobre o Brasil e o Espírito Santo. #VamosJuntos”. (Guerino Balestrassi – PSDB – no Twitter)
PENSAMENTO:
“Mediocridade na política não pode ser desprezada. A grandeza não é necessária”. Hans Magnus Enzensberger

