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Pauta impopular

Quando anunciou o secretariado, ao chegar ao governo em 2014, o governador Paulo Hartung fez questão de destacar o perfil técnico de sua equipe. O perfil seria importante para enfrentar o momento de crise profunda, prevista pelo governador. Para a Educação, mandou seu ex-presidente do Bandes, Haroldo Rocha; para a Saúde, Ricardo de Oliveira; nos Direitos Humanos, houve uma longa espera até confirmar o nome do professor Júlio Pompeu. E o que dizer da Fazenda, com a hoje secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi.

No que diz respeito à Fazenda, tudo certo, até porque os gráficos, planilhas e Power Point são complicados para a maioria da população. O que fica dito é que é preciso fazer cortes, porque o Estado está quebrado. Joga-se a culpa no antecessor e cria-se um discurso que serve para tudo. Para dizer não ao funcionalismo público, para negar ajuda aos prefeitos, para paralisar obras de desafetos políticos e assim vai.

Mas paralelamente a isso, observa-se um perfil que já é conhecido do governo Paulo Hartung: a pouca ou nenhuma sensibilidade com as questões sociais. É que Saúde, Educação e Segurança só trazem gastos e dependem de altos investimentos, que devem ser constantes. É difícil capitalizar politicamente com isso.

Nada é tão difícil, porém, que não se possa tentar dar um jeito. Se não dá para capitalizar, o jeito é tentar minimizar os custos. Daí entram em cena as famigeradas Parcerias-Público Privadas (PPP). No governo Casagrande, elas foram adotadas e/ou mantidas na área da saúde, com convênios com empresas para a gestão hospitalar. Isso sem falar, na pra lá de questionável compra de leitos e medicamentos na rede privada. Só isso daria uma longa discussão.

Agora a coisa caminha para a educação, inaugurada com o Escola Viva e pensada para toda a rede. A ideia parece ser a de sucatear o serviço público para criar a justificativa para atrair a iniciativa privada, que passa a tomar conta de um serviço que deveria ser obrigação do Estado.

Como Hartung parece estar mais com a cabeça fora do Estado do que por aqui, não estaria tão preocupado com sua popularidade. Mas por que ficaria se tem todo um serviço de publicidade positiva da qual a maior parte dos veículos de comunicação do Estado participa?

Enquanto isso, a população é que sente os efeitos da falta de investimentos e cuidados nos serviços que mais precisa.

Fragmentos:

1 – O expediente na Assembleia Legislativa passa a ser das 12 às 19 horas, de segunda a sexta-feira, durante o recesso parlamentar de janeiro e de julho. A decisão consta do Ato da Mesa Diretora 3673/2016, publicado no Diário do Poder Legislativo de desta sexta-feira (9).

2 – A CPI da Grilagem que foi criada esta semana na Assembleia promete levantar muita poeira que está escondida embaixo do tapete. O deputado Euclério Sampaio (PDT) é quem vai presidir a comissão.

3 – Ninguém quer falar em nomes, com medo e antecipar qualquer movimentação da eleição da Mesa Diretora da Assembleia, mas há quem aposte na candidatura de Erick Musso (PMDB). Ele só precisa convencer os pares sobre a disposição de se manter independente. Hoje ele é o vice-líder do governo na Casa.

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