
Chamou atenção no mercado político o limite de gastos na campanha deste ano divulgado pelos principais candidatos ao governo, Renato Casagrande e Paulo Hartung (PMDB). A considerável diferença entre os valores – R$ 16 milhões para o socialista e R$ 8,5 milhões para o ex-governador – reascende comentários recentes que têm relação com o setor que sempre ditou as regras nas gestões estaduais: o empresariado, principal financiador de campanhas no Estado. Há quem considere que o valor apresentado por Hartung é mais um sinal de que ele deixou de ser o queridinho do setor. Perdeu prestígio e a preferência – os empresários tentaram a todo custo manter o sistema de unanimidade, com Casagrande candidato à reeleição e Hartung ao Senado. Não que isso seja uma demonstração de que o ex-governador represente qualquer ameaça ao projeto que beneficia o setor, o ES-2030, longe disso! Seja qual for o vencedor do pleito, essas relações estarão garantidas. Mas já tem “cavalo” escalado para sair com a melhor aposta.
Futuro
O que sustenta essa tese é que o projeto de reeleição de Casagrande agrada mais às elites capixabas, por representar mais quatro anos de governo, com sucessão em favor do senador Ricardo Ferraço (PMDB), quem transita muito bem nessa área e já tem a confiança dos empresários.
Limpa
Da seara de Casagrande, vêm notícias de que a gestão socialista já tem em mãos uma nova lista de demissões dos hartunguetes lotados no governo. Logo, logo aparece no Diário Oficial do Estado. A conferir.
PT-PMDB
A indicação do superintendente da regional da Caixa Econômica Federal no Estado, Antonio Carlos Ferreira, para assumir a vice-presidência da Cooperativa da CEF, teve dedo do deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), que levou o nome ao vice-presidente Michel Temer. O cargo é cobiçado.
PT-PMDB II
Na visita da presidente Dilma ao Estado, o pedido foi reiterado pelas deputadas federais Iriny Lopes (PT) e Rose de Freitas (PMDB) e pela senadora Ana Rita (PT). Antonio é irmão do deputado estadual Paulo Roberto (PMDB).
Queda de braço
Fim do vexame do Brasil na Copa, petistas e tucanos correm às redes sociais. Os primeiros tentam fazer com que o resultado dramático do jogo contra a Alemanha (7×1) não respingue em Dilma, enquanto a oposição faz esforço exatamente em sentido contrário. Quem leva?
Toma lá…
É nesse clima que o presidenciável tucano Aécio Neves chega ao Estado nesta quinta-feira (10), poucos dias após a visita de Dilma. Os tucanos juram que não é troco – a presidente foi bem recebida pelos capixabas. Difícil é convencer.
Na rede
A equipe de campanha do ex-prefeito Max Filho (PSDB), candidato a deputado federal, entrou de cabeça na internet. Envia email convidando para encontro com Aécio, e pede ainda envio de, pelo menos, dez nomes de amigos para aumentar seu banco de dados. Tem também hashtag: #somosmuitomax.
Lado A
Ainda no ninho tucano, o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas se reuniu com companheiros de partido em restaurante do Hortomercado, nesta quarta-feira (9), horário de almoço. Nem precisa dizer qual foi o cardápio.
Lado B
Em outra mesa, ali perto, estavam o presidente da Câmara de Vitória, Fabrício Gandini (PPS), o vereador Namy Chequer (PCdoB), e o professor da Ufes, Estilaque Ferreira dos Santos. Conversaram sobre a produção de um livro contando a história da Câmara.
140 toques
“Perdemos um grande defensor da democracia, da reforma agrária. Plínio de Arruda vai fazer muita falta no debate político”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Em coisas de governo há sempre necessidade de compadres, como nas comédias. Sem eles, a peça não acabaria bem”. Napoleão Bonaparte