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Perguntas em aberto

Se a classe política achava que o pesadelo das delações da JBS já havia sido superado, pode vir mais bomba por aí. O jornal Folha de S. Paulo divulgou, nessa quinta-feira (20), que a defesa dos irmãos Joesley e Wesley Batista promete entregar, em setembro próximo, cerca de 20 novos documentos à Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre os dados em processo de compilação, os detalhamentos da propina que a JBS diz ter pago a 1.829 políticos de 28 partidos, totalizando R$ 600 milhões. Até agora, embora sem informações específicas de cada caso, apareceram na lista de financiamentos eleitorais da JBS, referentes às eleições de 2014, 16 políticos do Espírito Santo. Todos receberam as doações por repasses da direção nacional ou estadual de seus partidos, somando pouco mais de R$ 1 milhão. Destes, se elegeram no Congresso Nacional, por onde passavam os interesses empresariais do grupo, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), com R$ 250 mil; a senadora Rose de Freitas (PMDB), com R$ 200 mil; o deputado federal Marcus Vicente (PP), com R$ 165 mil; e Lelo Coimbra (PMDB), com R$ 100 mil. Os recursos também chegaram à Assembleia Legislativa, pelas campanhas vitoriosas do atual presidente, Erick Musso – hoje PDMB e então filiado ao PP -, com R$ 15 mil; Gilsinho Lopes (PP), com R$ 60 mil; Rafael Favato (PEN), com R$ 25 mil; e Marcus Bruno – hoje Rede e na época PTN -, com R$ 15 mil. Os documentos que serão entregues à PGR, como aponta a Folha, irão relatar exatamente os motivos das doações, como elas teriam sido pagas, e as contrapartidas. Os mandatos dos políticos do Estado, principalmente da bancada capixaba, eram de fato estratégicos para a JBS, como a própria empresa garante? Por quê? São as perguntas ainda sem respostas.
Não eleitos
Os demais nomes são o candidato a governador pelo PT, Roberto Carlos (hoje Rede), com R$ 57.500; e à Câmara dos Deputados o ex-vereador de Vitória, Devanir Ferreira (PRB), com R$ 202 mil, além de Charles Jean Lopes Justino (PR) e Flávio Gava de Oliveira (PR), ambos com R$ 20 mil. Na disputa à Assembleia, Cacau Lorenzoni (PP), com R$ 50 mil; Hilário Roepke (PPS), com R$ 50 mil; o delegado Danilo Bahiense Moreira (PR), com R$ 40 mil; e o vereador da Serra Gideão Svensson (PR), com R$ 20 mil. 
Baianinho
Por falar em JBS, que lembra Odebrecht, que lembra OAS…os bastidores não perdoam. Comentário do dia é a sanção, pelo governador Paulo Hartung (PMDB), da lei que institui o Dia Estadual das Baianas da Escola de Samba, a ser comemorado todo dia 25 de novembro. Para bom entendedor…
Sintomático
Enquanto Hartung escolhe o Valor Econômico como plataforma para criticar o aumento do combustível pelo presidente Michel Temer, seu antecessor Renato Casagrande (PSB) faz o mesmo pelas redes sociais. Os espaços utilizados dizem muito sobre os dois.
‘Mil maravilhas’
Hartung, aliás, tentou puxar a sardinha para o seu lado, afirmando que o aumento de impostos é porque o governo federal não fez o dever de casa, ao contrário do Estado, que está “focado na redução de custeio”. Quem vê, pensa até que os capixabas estão no paraíso.
Palanque
Na programação diária de inaugurações, oba-obas e afins, o governador esteve na manhã desta sexta-feira (21) em Pancas, noroeste do Estado. Por lá entregou uma Praça Saudável, anunciou investimento em saneamento e visitou obra de barragem. Tudo como manda o figurino eleitoral. Mas…
Reivindicou
…Casagrande correu logo para o Facebook, avisando que, fora a barragem, as demais obras foram contratadas e iniciadas em sua gestão.
Aliados 
Depois do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Vandinho Leite (PSDB), levou o senador e correligionário, Ricardo Ferraço, para aula inaugural do Programa OportunidadeES. Vidigal foi em evento no seu reduto Serra, o mesmo de Vandinho. Já Ferraço em Cariacica.
Maus tratos
Servidores do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) estão indignados com a determinação da diretora-presidente, Andreia Carvalho, e da diretora administrativa e financeira, Fernanda Rabello, para que sejam retirados os potes de água e comida e as camas improvisadas para cachorros carentes que acessam as áreas do órgão, em Cariacica. Debilitados, eles passaram a receber o mínimo de assistência, mas o Iema quer negá-la, inclusive sob ameaça de recolher os animais.
Maus tratos II
No comunicado, as diretoras alegam que a água e comida dos animais estão dispostas no refeitório, o que os servidores rebatem, informando que ficam na área ao lado dos banheiros. Eles lembram que abandonar, negar comida e água ou promover maus tratos aos animais são crimes ambientais previstos na Lei federal 9605/1996. E quando o caso é com o próprio órgão ambiental do Estado, hein? 
Maus tratos III
Está aí uma denúncia que não pode passar batido pela CPI dos Maus Tratos Contra os Animais da Assembleia. Deputada estadual Janete de Sá (PMN), vai encarar essa?
Nas redes
“Não é o caso da Odebrecht (Baianinho), esse já é outro, é sobre dinheiro recebido da OAS, e deve ter muito mais!!!”. (Deputado estadual Sérgio Majeski – PSDB – citando depoimento do governador Paulo Hartung à Polícia Federal – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Não é possível ser bom pela metade”. Leon Tolstói

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