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A parceria entre os peemedebistas Paulo Hartung e Ricardo Ferraço com o prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), instiga a indagação de alguns detalhes que passam despercebidos no encontro entre as lideranças nessa quarta-feira (15). 
 
A cara de desconforto de Hartung na foto é bem evidente e nem mesmo a piadinha com o nome no diminutivo (Pode me chamar de Paulinho para combinar com Juninho) aliviou a sensação de que as coisas andam diferentes. O ex-governador, que sempre zela pela imagem de bom gestor, não combina com o novo parceiro, que no primeiro ano de gestão à frente da prefeitura já mexeu nove vezes na equipe. 
 
Alguns secretários, inclusive, saíram se queixando do tratamento dispensado pelo prefeito. Mas Juninho também tem vantagens. A população de Cariacica reconhece sua simpatia e o prefeito tem trânsito fácil com os eleitores do município. 
 
Para os meios políticos, porém, a leitura foi intrigante: o prefeito de Cariacica trava uma guerra fria dentro do PPS com o presidente do partido e prefeito da Capital, Luciano Rezende. Como Luciano está fechado com o palanque de reeleição do governador Renato Casagrande, Juninho, para bater de frente com o presidente do partido, procura outro caminho, o de Hartung. 
 
O caminho, porém, é arriscado. Hartung hoje tem seu espaço limitado. Na planície desde o final de 2010, o ex-governador se articula para a disputa deste ano, mas para a classe política, o momento é de alto risco para ele entrar em rota de colisão com Casagrande. 
 
A movimentação de Juninho pode colocá-lo em uma situação delicada em relação ao governador, caso Casagrande consiga alcançar meta de recompor a unanimidade, o que colocaria Hartung e Ricardo Ferraço no palanque palaciano. 
 
Fragmentos:
 
1 – A Revista Veja, apontando Ricardo Ferraço (PMDB) como segundo melhor senador do ano passado, saiu no feriado do Natal, mas só agora a classe política descobriu. 
 
2 – Se a Assembleia fizer a obra da fachada da Casa, que está caindo aos pedaços, vai ser criticada. Se não fizer, será criticada da mesma forma. Então, é melhor fazer antes que a placa caia na cabeça de um cidadão. 
 
3 – Nas eleições de outubro próximo as urnas eletrônicas vão emitir um sinal sonoro com a indicação dos números escolhidos pelo eleitor que for deficiente visual. 

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