Se tem uma coisa que a classe política sempre respeitou no Espírito Santo é movimentação de prefeitos em torno de um palanque ao governo do Estado. Os prefeitos são importantes e influentes na indução do voto por serem mais próximos do eleitor. Por isso, em uma briga estadual, eles sempre são cortejados pelos candidatos.
Sobre a intenção dos gestores municiais nesse jogo, também não há nenhuma novidade. Assim como o governador Renato Casagrande buscava manter a neutralidade preocupado em manter o PT em seu palanque, não pela força política do partido no Estado, mas por causa da relação com o governo federal, que hoje é do PT, os prefeitos também negociam com a caneta.
Pela reação do grupo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que tenta uma desidratação da imagem do prefeito Gilson Daniel (PV), organizador do encontro que colocou 55 assinaturas de prefeitos ou de seus representantes no documento de desagravo à reeleição do governador Casagrande, o peso da prefeitada no palanque também vai ser grande na eleição deste ano.
Sim, a movimentação visa a garantir o relacionamento com o governo do Estado a partir de 2015; sim, há interesse nos investimentos em cada municípios, mas isso nunca foi segredo, aliás, está na carta subscrita por 70% dos prefeitos do Estado. Com aprovação acima da média, o governador é tido como uma aposta mais segura para os prefeitos, daí a escolha.
Isso coloca um peso muito grande no palanque palaciano. Se enfrentar a máquina já não é uma tarefa fácil para ninguém, imagine com os prefeitos em coro pedindo votos para o governador.
Fragmentos:
1 – Na noite dessa quinta-feira (8), no lançamento do livro da marqueteira Jane Mery, em Vitória, os tucanos Cesar Colnago e Guerino Balestrassi conversavam na porta da Mega Saraiva, no Shopping Vitória, quando se uniu à conversa o prefeito de Colatina, Leonardo Deputulski, do PT.
2 – No meio da conversa quem chegou foi o presidente do PT, João Coser, mas este não parou na rodinha, cumprimentou secamente o petista e seguiu adiante para a fila de autógrafos. Sinal que a classe política está levando a sério mesmo a questão eleitoral.
3 – O clima não está nada bom na Rede Sustentabilidade capixaba, aliás, os entreveros entre os membros do grupo nunca foram essa maravilha. Fruto da colcha de retalhos ideológica que é o partido.

