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PH presidente?

Em sua coluna no jornal O Globo, nesta terça-feira (12), Anselmo Gois faz um apontamento que enche de dúvidas o mercado político. Crava a nota: “Além de Eduardo Paes [prefeito do Rio de Janeiro], 46 anos, outro nome do PMDB apontado como possível candidato a presidente dentro de um projeto de renovação do partido é do governador capixaba Paulo Hartung, 55 anos”. 
 
Que Hartung, sobretudo no ano passado, ensaiou uma expansão de sua imagem para além do Espírito Santo é verdade. Ele participou de vários encontros com os governadores do Sudeste em busca de soluções para driblar a crise. Mas daí a se tornar um nome nacional com musculatura para disputar a presidência da República ainda falta um tanto. 
 
O governador tenta passar a ideia de excelência em gestão, que conseguiu fazer com que o Estado fechasse o primeiro ano de seu terceiro mandato no azul, depois de assumir o governo com “supostamente” o cofre vazio. Quer passar a imagem de exímio gestor capaz de transformar um estado quebrado em uma máquina bem azeitada. 
 
Mas a situação não é bem assim. Essa história de cofre vazio, de Estado desorganizado faz parte de um discurso construído a partir de um relatório formulado por seus aliados – Ana Paula Vescovi (Fazenda) e Haroldo Rocha (Educação) – ainda em 2014. 
 
Esse discurso fez parte da estratégia eleitoral do governador para desidratar seu principal adversário na disputa, Renato Casagrande (PSB), com quem continua a duelar depois de apurados os votos e de ter recebido a faixa de governador. 
 
Para conseguir esse tal equilíbrio nas contas, Hartung acumulou muito desgaste, que embora sejam sufocados pela blindagem à sua imagem, são grandes e podem até ser observados por quem tiver a curiosidade de chegar os dados das pesquisas recentes que incluíram a avaliação do governo do Estado, mas não foram divulgadas. 
 
Se até 2018 Hartung conseguir controlar esse desgaste, e vender a ideia de excelência em gestão para o resto do País, evitando que se revele a grande insatisfação popular com as medidas antipáticas do governo no Estado, ele pode até conseguir a tal musculatura. Mas ainda vai restar um problema, o PMDB nacional. Isso é outro obstáculo a se superar. 
 
Fragmentos:
 
1 – Os deputados estaduais debateram a educação no Estado na sessão dessa segunda-feira (11). A bancada governista, que é formada por 99% do plenário, defendeu com unhas e dentes o programa Escola Viva. 

 

2 – A impressão é que depois de ter sofrido alguns desgastes na área da Educação, com decisões judiciais determinando reabertura de turmas, turnos e escolas fechadas e protesto do MST, o governo quer alavancar o programa. 

3 – A crítica, obviamente, veio do deputado Sérgio Majeski (PSDB), que denunciou a tentativa do governo em transformar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) em um programa de educação à distância.

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