As ruas é que levam preocupação para o lado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Mormente quando existe um adversário bom de rua, como é o caso do governador Renato Casagrande. Que tem ainda, a seu favor, a circunstância de baixa rejeição. Condições que um aperto de mão pode significar voto.
Rua nunca foi o forte de PH, que prefere mexer com o eleitorado no macro, criando favorecimentos para alcançar o eleitorado em massa. Casos, como esse, da marqueteira Bete Rodrigues, em que a imprensa corporativa é comumente pautada por ele para levantar suspeição e, assim, conquistar votos no coletivo.
É provável que tenhamos uma eleição com essa definição: Casagrande correndo atrás de votos nas ruas e PH nos seus aprontos. Claro que resistências insanáveis e sanáveis existem em qualquer eleição. Os professores, por exemplo, estão de bronca com Casagrande.
O candidato ao Senado ajuda? Depende. A entrada do Neucimar Fraga (PV) no lugar do delegado Fabiano Cantarato, por exemplo, ajudou. Ele é bom de discurso e leve no contato com o eleitor. Joga casadinho com Casagrande, passa boa energia para o eleitor, e sabe conquistar voto. Isso está bem claro no seu histórico eleitoral.
Já com Paulo Hartung, no sentido figurado, a sua candidata ao Senado é a deputada federal Rose de Freitas (PMDB). De fato, porém, o petista João Coser (PT). Os dois estão jogando por música. PH faz pistas para Coser percorrer e Coser trabalha para ele, muito embora pose, de vez em quando, com o candidato ao governo do seu partido, Roberto Carlos.
Por outro lado, é crescente o movimento interno no partido para assumir o projeto do deputado estadual, até agora apontado como laranja no pleito. Por duas razões: a reeleição da presidente Dilma e a possibilidade de ele levar a disputa para o segundo turno. Que seria, importante, sobretudo, por poder coincidir com o segundo turno da disputa presidencial.
Enquanto isso, o presidenciável tucano Aécio Neves volta ao Estado para recuperar perdas recentes com a melhoria da candidatura da Dilma no Estado e também dar uma mão na candidatura do Luiz Paulo para deputado federal. O ex-prefeito vai depender, principalmente, do eleitorado de Vitória, travando uma boa luta com o candidato do prefeito Luciano Rezende (PPS), Waguinho Ito (PPS). Já em Vila Velha, o tucano deve receber 20 mil votos. Está entrando na área vizinha.

