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Pleito antecipado

A briga dos futuros candidatos a prefeito e das lideranças interessadas no processo eleitoral do próximo ano tem acontecido muito antecipadamente, seja em nível nacional, estadual ou municipal, e busca formas de evitar o embate e assim, tirando os adversários do pleito. 
 
Na disputa estadual essa movimentação fica clara. O governador Paulo Hartung (PMDB) trabalha para tirar do processo político, ainda bem distante (2018), seus possíveis adversários. O maior deles é, sem dúvida, o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que se tiver as contas rejeitadas pode ficar fora do jogo político. 
 
Outro que também precisaria ser contido para não se transformar em ameaça é o deputado federal Max Filho (PSDB), que vem percorrendo o Estado todo e ganhando musculatura partidária e própria. Neste caso, o melhor seria incentivar a candidatura do tucano à prefeitura de Vila Velha, o que impediria voos mais altos. 
 
No campo municipal a situação não é diferente. Os prefeitos em baixa têm usado estratégias diversas para tentar desidratar seus adversários antes de o processo eleitoral começar. O caso mais acintoso vem de Linhares, com a rejeição das contas do ex-prefeito Guerino Zanon (PMDB), favorito no pleito. 
 
Em Vitória, a campanha de diminuição de capital dos candidatos vem com a boataria sobre os nomes que se sobressaem. Nem sempre funcionam, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), por exemplo, já mostrou que vai reagir e seu jeito de atuar, agrada o eleitor. 
 
Denuncismos também funcionam às vezes e mesmo que a Justiça não embarque nas denúncias, os arranhões na imagem podem ajudar a construir o cenário eleitoral. 
 
Com a situação difícil nas ruas, os gestores querem tentar vencer pela falta de opção, tirando o cenário os nomes que possam trazer contestações sobre as respostas entregues à população durante a passagem dessas lideranças pelas prefeituras. 
 
As estratégias podem funcionar, mas como tudo que é demais sobra, se apertarem demais para cima dos adversários, podem transformá-los em vítimas, o que pode complicar ainda mais os projetos de quem está no poder e quer permanecer. 
 
 
Fragmentos:
 
1 – Dentro do Detran-ES, parte do funcionalismo não acreditava na permanência de Fabiano Contarato por muito tempo no órgão. O motivo é a falta de experiência política. Aliás, ele não sai sozinho, muitos comissionados por ele indicados estão esvaziando as gavetas.

 

2 – Quem não deve ter gostado nem um pouco da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, determinando o retorno do prefeito de Itapemirim, Luciano Paiva (PSB) ao cargo, é o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM).

3 – Como todo período pré-eleitoral, o município da Serra apresenta um monte de gente de olho na prefeitura. Na hora H, todo mundo desiste, mas este ano, pelo jeito, não vai ser Fla x Flu.

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