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Terça, 26 Janeiro 2021

Pode? Não pode

 

Em duas semanas, a Justiça Eleitoral deu uma demonstração de força contra o sistema político que não reconhece as regras do jogo. Primeiro a Justiça de Guarapari mandou tirar do ar a participação do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na propaganda do candidato impugnado à reeleição Edson Magalhães (PPS), e nessa quinta, o fato se repetiu em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), com a retirada da imagem do ex-governador da campanha do prefeito Carlos Casteglione (PT).
 
Nos dois casos, o PMDB, partido ao qual Hartung está filiado desde 2005, está coligado com outro candidato. Mas, o ex-governador achou o fato de estar “livre, leve e solto”, como ele mesmo declarou em relação à definição de seus apoios, permitiria que ele passasse por cima das regras eleitorais. 
 
Não basta a liberação do partido, o que já é uma coisa estranha, porque um partido que quer crescer e tem uma liderança com o status de ex-governador do Estado, deveria cobrar dele o compromisso com as alianças e candidatos da sigla. 
 
Em alguns casos, como em Cariacica, Hartung desconheceu a candidatura de seu próprio correligionário, Marcelo Santos, e se movimenta em direção aos adversários do peemedebista. No interior, Hartung tem subido em alguns palanques do partido, mas não por afinidade política, e sim porque os candidatos são favoritos e podem compartilhar as vitórias com o ex-governador, aumentando seu capital político, visando a 2014. 
 
Que Hartung não prega a fidelidade partidária, usando as siglas de acordo com a conveniência do momento, não é segredo para os meios políticos, mas a atuação do ex-governador nesta eleição tem mostrado que sua política de grupo tenta passar por cima de regras básicas da eleição. 
 
Hartung até pode se movimentar, declarar apoio a candidatos que não sejam do arco de alianças do PMDB, mas isso tem que ser feito em bastidores, na caminhada, nas manifestações de rua, mas gravar programa eleitoral, isso não pode. 
 
Fragmentos:
 
1 – Com a forte mobilização de prefeitos de todo o País, já tem gente comentando mais um erro estratégico do ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi, que deixou a vice-presidência da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
 
2 – Balestrassi deixou a instituição em 2010, quando pretendia disputar o Senado. Não conseguiu se viabilizar e perdeu a projeção nacional que a Confederação lhe daria. 
 
3 – Atenção eleitor: há fortes comentários sobre uma nova qualidade de fruta. Andam dizendo que tem laranja verde no mercado. 

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