O deputado federal Carlos Manato (SD) tem feito uma movimentação política que mostra como a política hoje gira em torno de figuras populares em vez da discussão de projetos políticos. O partido vai tentar colocar no tabuleiro eleitoral de Vitória o apresentador de TV e deputado estadual Amaro Neto; em Vila Velha, a “arma” do Solidariedade é o ex-apresentador de TV, Ricardo Martins.
Essa movimentação mostra o enfraquecimento dos partidos. O PT observa as articulações municipais para garantir uma chapa de vereadores, com a obrigação de montar um palanque para enfrentar o PSDB. A sigla tucana, por sua vez, tem como prioridade da nacional fazer ataques ao PT. Há o risco de os dois partidos terminarem a disputa em Vitória em um abraço de afogado.
Correndo por fora, uma liderança popular como Amaro Neto, ou com respaldo nas redes sociais, como o diretor do Detran, Fabiano Contarato, que estaria sendo assediado pelo próprio PSDB, pode ter mais apelo e ganhar a simpatia do eleitor, enquanto os chamados profissionais da política ficam chupando o dedo.
Basta ver a votação de Amaro Neto para a Assembleia Legislativa em 2014. Mas é preciso observar se essa condição se sustenta. Rodney Miranda (DEM) também foi eleito por causa de uma imagem midiaátca construída junto à opinião pública.
Rodney foi também o mais bem votado da eleição para a Assembleia Legislativa, em 2010, e dois anos depois, disputou a eleição em Vila Velha e venceu. Hoje o prefeito está em desgaste político e tem dificuldade para se reeleger. O mesmo acontece com o prefeito de Cariacica, Juninho (PPS). Outra figura popular no município que hoje está com a imagem arranhada após um mandato muito abaixo das expectativas da população.
Por isso, é bom analisar com calma tanto para as lideranças que assumem uma candidatura que pode trazer prejuízos depois quanto para os partidos, que acabam entrando no jogo do ganhar a qualquer custo.
Fragmentos:
1 – O governo do Estado se apressou em dizer que tem 300 inscrições para o Escola Viva. Mas o problema não está só na falta de alunos. Está difícil convencer os professores a aderir ao projeto também.
2 – E por falar em professor, o governo do Estado afirma que vai pagar bônus desempenho a 20.800 professores, mas parece que nem todos vão receber. Outra curiosidade é que dos sete mil efetivos do Estado, cerca de três mil vão se aposentar em breve e o concurso é para 1100.
3 – Começa o recesso parlamentar e também o período de intensificação das conversas entre as lideranças políticas de olho na eleição municipal de 2016.

