Em meio ao recesso parlamentar, no início deste ano, o deputado Theodorico Ferraço (DEM), em entrevista ao jornal A Gazeta falou cobras e lagartos sobre o governador Paulo Hartung (PMDB), indicando uma ruptura na aliança entre as duas lideranças políticas.
Recentemente, a movimentação de um grupo de deputados para criar um blocão independente na Assembleia Legislativa teve o apoio de Theodorico Ferraço. Mesmo depois de a maioria dos parlamentares debandarem, ele manteve a assinatura no documento de criação do blocão. Isso para os meios políticos indicava que a ruptura era irreparável.
Mas nessa segunda-feira (7), Ferraço mostrou que a coisa não é bem assim. Ele foi o responsável pela derrubada da sessão especial, que aconteceria nesta quarta-feira (9) para discutir o fechamento de escolas no Estado, um evento que causaria problemas para o governo do Estado, que se esforça para esconder a grave crise que atinge a educação capixaba, por causa da linha escolhida pelo governo para o setor.
O segundo secretário da Mesa Diretora, Cacau Lorenzoni (PP) atendeu ao pedido do governo para retirar o requerimento da sessão especial. O primeiro secretário, Enivaldo dos Anjos (PSD), proponente da sessão ao lado do deputado Sérgio Majeski (PSDB), manteve sua posição firme em realizar a sessão. Mas o presidente da Mesa, em seu voto de desempate votou com Cacau.
Essa seria uma oportunidade de Ferraço mostrar força, mantendo a sessão. Mas o presidente da Assembleia preferiu não entrar no confronto com o governo. Teria sido o deputado atendido em suas demandas na reunião com o governador no Palácio? Todo aquele desabafo serviu para quê?
Parece aquela história: Fulano é igual coca-cola. Agita, agita, mas só tem pressão.
Fragmentos:
1 – Enquanto o governo finge que está tudo bem. Entre 2015 e 2016, mais de 500 turmas foram fechadas no Espírito Santo. Além disso, mais de 61 mil crianças e jovens entre 4 e 17 anos estão fora das escolas no Estado.
2 – Os vereadores de Linhares, no norte do Estado, aprovaram, na sessão dessa segunda-feira (07), uma moção de pesar à família do ex-vereador Bernardo Tesch. Ele foi vereador em Linhares entre 1955 e 1963; 1971 e 1973; e no último mandato, de 1977 a 1982. Tesch era da região de São Rafael emorreu esta semana.
3 – “Como vamos mudar a nação sem atender a infância? Vemos uma luta ferrenha para colocar eles na cadeia aos 16, mas é negado o mínimo a elas. Acho difícil mudarmos o Brasil com as cabeças que temos no Congresso”, afirmou o ex-parlamentar e advogado Nelson Aguiar, em sessão da Comissão de Assistência Social da Assembleia Legislativa nessa segunda-feira.

