Chama a atenção nesta série de pesquisas do Futura sobre a corrida eleitoral nos municípios e a avaliação dos gestores, os levantamentos sobre a situação do principal eleitor do Estado, o governador Paulo Hartung (PMDB), como aconteceu nas amostragens anteriores. No início de 2015, o resultado não foi bom para o governador, que aparecia com uma porcentagem de aprovação na Grande Vitória, em média, de apenas 30%.
Haveria, então, uma tentativa de blindar o governador da avaliação do eleitorado? Depois de tanta propaganda sobre a sua suposta excelência à frente da gestão do Estado, o governador não teria elevado sua aprovação? São questões que se levantam com a ausência do levantamento, ou pelo menos de sua divulgação.
As políticas públicas adotadas por Hartung, ou melhor, a falta delas, que são justificadas com a necessidade de cortes para equilibrar a economia do Estado, não são nada favoráveis à imagem do governador. Mesmo depois de um ano, o peemedebista insiste nesta linha, enquanto corta recursos que atendem às necessidades básicas da população, como educação e saúde.
Mas tem uma questão que incomoda silenciosamente e que pode até ser mais preocupante. Já está mais do que demonstrado que uma questão que mobiliza a sociedade capixaba, sobretudo na Grande Vitória, é a mobilidade. Nesse contexto a Terceira Ponte é mais do que uma via que liga Vitória a Vila Velha, é um símbolo.
E não é que ela é o ponto fraco do governador. Depois de todas as manifestações ocorridas no governo de Renato Casagrande (PSB), com direito a ocupação da Assembleia Legislativa e suspensão da cobrança do pedágio, a tarifa voltou junto com Hartung no seu terceiro mandato. Aí a conta ficou com ele.
Durante a campanha, Hartung garantiu à população que a cobrança do pedágio não voltaria. E isso o eleitor não esqueceu. Independentemente de quem partiu a decisão para retomar a cobrança – e foi da Justiça –, o governador não mostrou empenho para reverter a situação. Por isso, paga a conta da ponte com o eleitor.
Fragmentos:
1 – Em Vila Velha PV, PSB, PPS e Rede estão se aproximando e podem fechar uma aliança para 2016, seguindo o movimento que vem acontecendo em nível nacional.
2 – O PP quer participar das eleições majoritárias em dois municípios capixabas. Em Cariacica, o nome é o do vereador Jocelino Miguel. Em Cachoeiro de Itapemirim, o advogado Jonas Nogueira será a aposta do partido.
3 – No próximo dia 31 termina o prazo para o recadastramento biométrico em Vitória e as filas nas portas dos cartórios eleitorais estão cheias. Será que vai dar tempo de atingir o mínimo para que a disputa tenha segundo turno?

