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Por trás da disputa

A série americana, House of Cards, produzida para o site Netflix, e baseada no livro de Michael Dobbs, é um sucesso mundial que conta a história do corregedor da Câmara, Frank Underwood, e como ele usa o cargo para alcançar seus planos políticos. No Brasil e no Espírito Santo o cargo tem muito menos prestígio e geralmente traz mais desgaste do que bonus ao ocupante da função.
 
Mesmo assim, nesta legislatura, tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa, o cargo tem provocado movimentação na classe política capixaba. A forma como essa movimentação se dá, porém, passa bem longe dos jogos de poder de Underwood e os postulantes ao cargo também não têm o perfil maquiavélico da personagem. É apenas uma questão de ocupação de espaço em diferentes dimensões.
 
Na Câmara dos Deputados, o corregedor é o deputado Carlos Manato (SD), que buscava uma colocação na Mesa Diretora, mas não conseguiu. Ele desistiu do cargo de secretário de Esportes para buscar um lugar ao sol em Brasília. Sua chegada à corregedoria foi conquistada graças a muita articulação.
 
É verdade que tem o escândalo do Lava Jato rondando a Casa, e a Câmara dos Deputados é sempre um lugar movimentado com a possibilidade de a qualquer momento, alguém se tornar alvo de denúncia. Mas, uma punição a deputado federal não está no horizonte próximo. Em cargo secundário da Mesa, Manato teria mais condições de ganhar visibilidade do que na corregedoria. A menos que alguma coisa muito grave aconteça. 
 
Na Assembleia, a disputa entre Sandro Locutor (PPS) e Hudson Leal (PRP) até poderia indicar o peso do cargo, mas não é isso, a movimentação política do Palácio Anchieta é para esvaziar o capital de lideranças políticas que em algum momento se desalinharam de seu projeto político de Paulo Hartung. 
 
O perfil corporativo da Assembleia não dá muito espaço para que o corregedor possa ganhar visibilidade. Geralmente a pressão interna vence e as denúncias, quando chegam, são arquivadas. 
 
Mesmo sem ter a importância e o risco do corregedor da Câmara dos Estados Unidos, o governador Paulo Hartung quer evitar que Sandro Locutor consiga o cargo, afinal ele não deve ter esquecido quem foi o autor do pedido de informação que deflagrou a polêmica das viagens da então primeira-dama nos primeiros governos do peemedebista.
 
Fragmentos:
 
1 – Para os meios políticos a desistência de Davi Esmael (PSB) da liderança do governo na Câmara dos Vereadores estaria dentro de uma movimentação política maior. O selo PSB é algo que Luciano Rezende quer evitar neste novo cenário político.
 
2 – Além disso, há quem acredite que o desejo do prefeito sempre foi ter o aliado antigo Fabrício Gandini (PPS) como seu defensor na Câmara. Mas tendo acabado de sair de um mandato quase impositivo à frente do legislativo municipal, era preciso dar um tempo.
 
3 – O projeto de austeridade do governador Paulo Hartung continua cortando miudezas. Cortar o café da manhã de quem trabalha menos de oito horas em hospital é realmente necessário, governador? 
 
 
 
 
 

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