A greve é uma ferramenta de grande importância para a classe trabalhadora, desde que usada corretamente pelos seus dirigentes. Também é uma grande ferramenta de manobra para enriquecimento ilícito do trio plano de saúde, corretores e direção de sindicato.
Em se tratando de rodoviários, fica muito fácil de a gente identificar os motivos reais que levaram à greve. Primeiro, o plano que escolheram em novembro, da Unimed, é um pouco mais caro. Segundo, boa parte da categoria já tem consciência da manobra que é feito pelo trio: empresa, corretora de saúde e sindicato.
O esquema funciona assim: a empresa tira do índice de aumento dos trabalhadores um percentual “x”. Faz o plano de saúde do jeito que o ” trio” quer, e repassa para o trabalhador. E o lucro é repartido entre o trio. Como boa parte dos trabalhadores já está consciente do esquema, não querem mais pagar.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) já teve esse processo nas mãos muitas vezes, mas até o momento nenhuma ação prática para coibir essa situação aconteceu. Um processo de improbidade contra essa diretoria do Sindirodoviários, sobre esse assunto, já existe e já foi até em Brasília, no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e tramita com o número 00091506620028080024 desde agosto de 2002.
E a greve é uma forma de fortalecer essa manobra. Paralisa tudo, a população paga e ninguém descobre nada. Além da relação perniciosa com os planos de saúde, o sindicato não tem respeito pela população. Mesmo avisando, o mínimo de circulação deve ser mantido. Ainda mais em uma greve com uma motivação tão suspeita.
A greve ajuda a aumentar o valor da passagem, que cobre toda a maracutáia. A greve é uma importante arma na luta de classe, mas quando usada com esse tipo de objetivo, desqualifica o movimento e prejudica a classe trabalhadora e a sociedade como um todo, que no fim das contas, é quem paga.
Resistência, categoria! Plano de Saúde total!

