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Pouca coisa mudou

 
A performance das CPIs da Assembleia Legislativa, boas por sinal, levando em consideração as dos Guinchos e da Sonegação, principalmente essas duas, podem criar embaraços pontuais ao Palácio Anchieta. Fora as CPIs, esta Assembleia que está aí não é muito diferente das outras que estiveram sob o domínio do atual governador Paulo Hartung, durante os seus dois primeiros mandatos (2003 a 2010).
Hartunguetes de carterinha
O atual legislativo, porém, considerando a atuação das CPIs, pode ser menos submisso que os anteriores. Mas as diferenças parecem que ficam por aí. De resto, não há grandes perspectivas de mudanças. Basta passar os olhos na composição da atual Assembleia. Pois até aqueles tinham tudo para ficar contra o atual governo, já revisaramm o discurso. É caso do deputado Josias da Vitória (PDT), que mamou à beça no governo anterior de Renato Casagrande (PSB), e hoje é mais hartunguete que os próprios hartunguetes.
Só incomoda
Mas alguém haverá de indagar: como descolar o caráter predominante submisso do legislativo da atuação das CPIs? A rigor, as CPIs, de maneira geral, podem incomodar, mas hoje nenhuma ameaça fortemente o governo Paulo Hartung. É o caso da CPI da Sonegação. Se ele enveredar para dentro governo, aí sim pode causar do de cabeça para o Palácio Anchieta.
Pó Preto
Mas o risco não passa só pela CPI da Sonegação. A do Pó Preto. Mas sabendo desse perigo, escolheram a dedo os integrantes da comissão para que o governo e as próprias transnacionais poluidoras safem-se de qualquer ônus. Mesmo assim. a série de depoimentos à CPI já atinge em cheio o governo e revela ações criminosas das poluidoras.
Independência
Para melhor entender o que já foi escrito neste jornal, vale recorrer ao perfil dos que integram as CPIs para melhor entender os tais riscos que possam efetivamente atingir o governo. O presidente das CPIs do Guincho e da Sonegação, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), vem colocando essas duas CPIs nos cabeçalhos dos noticiários. Embora se diga governista, Enivaldo tem tocado as CPIs com total independência.
Controle
É fácil identificar a regência do governo no comportamento do plenário da Assembleia. Esse controle absoluto do Palácio Anchieta chegou, outro dia, a proporcionar que o chefe da Casa Civil de PH, Paulo Roberto, tentou enquadrar o deputado Majeski (PSDB), que vem fazendo críticas contundentes ao Escola Viva, mas quem acabou levando a pior, tomando um tranco e tanto, foi o articulador de Hartung. Pois Majeski é um deputado que vem se destacando dos demais. Ele caiu na Assembleia de paraquedas, guiando todo o seu desempenho em favor da educação.
Pedra no sapato
O tucano vem sendo uma pedra no sapato para o governo. Mesmo isoladamente Majeski inferniza o governo todas as vezes que aponta as inconsistências daquela que seria a vitrine mais importante do governo. O currílo de educador, além de lhe conferir identidade com professores e alunos, permite que ele se sinta à vontade para criticar o projeto do governo na área da edicação. Fechando o comentário, diria que, além de Mageski, com o tema educação, outro que pode fazer estragos ao governo é o deputado Enivaldo dos Anjos. Ambos demonstram muito zelo para manter seus mandatos independentes do Palácio Anchieta.
Enfim, fora esses fenômenos, Mageski e Enivaldo, passageiros de tal forma, poucas mudanças são vislumbradas no horizonte desta Assembleia Legislativa. O cenário aponta que ela continuará com o selo de PH.
 
Pensamento
 
“ Vivem uma espécie de banalidade do bem.” Mattthieu Ricard( monge budista).

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