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Pra rir ou chorar?

Em tempos árduos proliferam os falsos profetas e germinam ditaduras. Ou a fome é má conselheira, diria Confúcio. Anda o mundo cada vez mais pobre, ou é impressão minha? Antigamente, um milionário era quem conseguia acumular um milhão. Poucos chegavam lá e menos ainda passavam disto. Eram então o topo da pirâmide social. Hoje, U$ 1 milhão não compra um apartamento no Trump Tower, com vista para o mar de um lado e o canal do outro. Tem muito brasileiro comprando apartamento de U$ 5 milhões ali.
 
Para ser  realmente rico hoje em dia, tem que ter um bilhão. Enquanto isso, incha a legião de pobres e desnutridos na base da tal pirâmide. Em recente entrevista, um importante político denunciou uma situação que nos é bem familiar:  “Os ricos estão cada vez mais ricos, a classe média encolhe, e a classe trabalhadora e os pobres estão sendo deixados para trás”. Não falava do Brasil ou da Etiópia, mas do país mais poderoso do mundo, The United States of America.
 
No final dos anos 60, mais da metade das famílias americanas pertenciam à Classe Média, onde se encaixavam os que ganhavam de 35 a 60 mil dólares por ano. Aí a CM começou a encolher, e todos acreditavam que havia se mudado para o andar de cima  –  ficaram ricos. Desde 2000, porém, a Classe Média continua encolhendo, mas por razões opostas – o americano está ficando mais pobre. No entanto, caso perguntem, todo mundo é classe média. Na atual conjuntura, político no Brasil quer aparecer na lista dos bilionário da Forbes.
 
Em 2010,  a riqueza combinada de 400 bilionários era igual a todos os bens dos mais pobres 50% da população mundial. Hoje, bastam 80 bilionários para fazer esse balanço. O mais rico do mundo é Bill Gates, com U$ 81 bilhões. O negro mais rico é o nigeriano Aliko Dangote, e a negra mais rica é a angolana Isabel dos Santos, filha do presidente do país. Humm? Os bilionários acumulam U$ 6 trilhões, enquanto o resto, ou seja, nós, fazemos compras no Walmart – produtos mais baratos, made in China.
 
Em tempos árduos, surgem os profetas de discursos inflamados e velhas ideias recicladas. O maior deles, Hitler, se pudesse voltar à terra, seria ouvido? No filme Ele está de Volta,  Hitler aparece de repente no coração de Berlim, e sua primeira surpresa é não encontrar seu bunker e seus comparsas. A segunda surpresa é a moderna sociedade alemã, com  imigrantes de todas as raças e credos. Com os mesmos discursos e os mesmos propósitos, lá vem ele de novo! P.S. Entre os garotos jogando futebol, um deles veste a camisa do Ronaldo
 
O filme é uma adaptação do livro que ficou 20 semanas no topo da lista de bestsellers na Alemanha, vendendo 2 milhões de exemplares. Embora tenha provocado protestos e gerado controvérsias por toda a Europa, o livro foi publicado em 40 países até agora, e o filme está no Netflix, classificado como comédia. Mas é melhor não rir.

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