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Prefeitos unidos

Assim que terminou o segundo turno das eleições municipais na Grande Vitória, o governador Paulo Hartung (PMDB), em uma conversa com o prefeito eleito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), falou da necessidade de se puxar o debate sobre a criação da região metropolitana e a busca de soluções comuns para os principais problemas da região. Depois desse encontro, o governador parece não ter mais se interessado pelo assunto.

Focado em fortalecer sua imagem em nível nacional, talvez para chegar ao Senado com capital mais fortalecido que a maioria, talvez para disputar uma reeleição sem adversários em condições de enfrentá-lo, Hartung deixou a discussão interna para outra hora. O que não significa que o projeto morreu.

Se administrativamente, pode haver problemas de adequação, afinal as diferenças de realidades sociais e econômicas dos quatro maiores municípios – Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra – são enormes, politicamente essa união pode não ser uma boa ideia para o governador, porque aproximaria os comandantes dos principais colégios eleitorais do Estado, e comandantes que não contaram com o apoio do governador para suas eleições.

Luciano Rezende (PPS), de Vitória, parece não fazer mais questão de restabelecer os laços com o governador – ou estaria apenas valorizando o passe –, Juninho (PPS), de Cariacica, também esperava mais empenho do governador em sua campanha. Max Filho (PSDB) não precisou de Hartung para sua eleição.

O único senão é o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), que quer se aproximar do governador e apagar a passagem pelo PSB, de Renato Casagrande, mas não é um obstáculo para a conversa entre os prefeitos. A união na Grande Vitória pode criar um grupo forte no cenário político, que faça uma movimentação que não seja submissa ao controle político de Hartung.

Pelo menos dois desses três nomes já demonstraram interesse na cadeira do governador. Max Filho já pensava em 2022 e Audifax Barcelos atropelo o processo cogitando 2018. Juninho e Luciano não falaram diretamente sobre o assunto, mas o vereador Fabrício Gandini, que se movimenta como porta-voz do grupo político deles, também cogita os nomes. O fato é que da movimentação na Grande Vitória pode sair um grupo que passe a pensar a sucessão estadual após Hartung e após seus mandatos de prefeitos em um outro eixo de discussão, que não necessite da aprovação do governador.

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