
A senadora Rose de Freitas (PMDB) aparece em A Gazeta nesta terça-feira (18), tentando minimizar o pulo do prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos), para o campo político adversário, leia-se governador Paulo Hartung (PMDB). Embora o prefeito tenha saído, em poucos anos, da seara do ex-governador Renato Casagrande (PSB), passando por Rose – que diga a eleição pelo comando da Associação dos Municípios do Estado (Amunes)! – até parar em Hartung, a senadora diz que não é assim, que Gilson sempre se relacionou bem em todas as áreas e, inclusive, que não pediu votos para ele na disputa ao comando da Amunes (oi???). Mas, muito longe de convencer! Essa aproximação entre o prefeito e Hartung é considerada no mercado político pra lá de sintomática e, para o projeto da senadora de trilhar uma candidatura ao governo em 2018, representa uma perna a menos do arco de alianças na Grande Vitória, onde estão os principais colégios eleitorais. Aliás, perna considerável, e Rose sabe disso. Pois fora o até então aliado de primeira hora, Gilson Daniel, quem mais ela poderia ter na região que Hartung já não tenha? No interior também não é diferente e, como se sabe, quem está no comando da Amunes é o aliado palaciano, Guerino Zanon (PMDB). A empreitada, com o governador no encalço, é temerária para a senadora.
Cercada
Por aqui, tirando o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), adversário de Hartung, mas que não parece disposto a trocar chumbo com ele, os outros campos estão cercados. Além de Gilson Daniel, tanto o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), como de Vila Velha, Max Filho (PSDB), são alvos dos assédios do governador em forma de solenidades, inaugurações e muitas poses para foto. O que nenhum gestor quer nem pode dispensar.
Providencial
Agora…sério, mesmo, que Rose está negando o apoio e pedidos de votos ao prefeito de Viana na eleição da Amunes? Por que não o fez antes, durante o processo, em que acabou tratorada junto com Gilson?
Climão
A crise entre a Polícia Militar e o governo Hartung está longe do fim. Nesta terça-feira, os bastidores só comentam da negativa dos militares em participar das gravações de um vídeo institucional da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) que tinha objetivo de divulgar o plano de reestruturação da PM. A empresa responsável foi até o 1º Batalhão, mas só poderia gravá-los com autorização. Resultado: os policiais, já com a tropa em forma, deram meia-volta. Não sobrou um pra contar a história.
Tudo em casa
Ricardo Ferraço (PSDB), o “senador do empresariado”, emplacou mais uma na sua área com a aprovação do projeto que convalida os incentivos fiscais dados a empresas instaladas no Estado, do qual foi relator. O conhecido Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sindicades), um dos principais beneficiados, fez festança com o resultado da votação no Senado. Evento com a classe política em peso e Ferraço o homenageado.
Tudo em casa II
Quem também ficou em meio aos holofotes foi a gestão estadual. O secretário de Desenvolvimento, José Eduardo Faria de Azevedo, palestrou no evento, realizado pelo anfritião Idalberto Moro, no Palácio do Café, com Hartung também convidado de honra, e o vice César Colnago, secretários, etc., etc. e etc…
Em campo
O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Wandinho Leite, levou o deputado federal e ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT) para uma aula inaugural comanda por sua pasta em Taquara I, na Serra, na noite dessa segunda-feira (17). Os dois têm reduto eleitoral no município e são candidatos na eleição do próximo ano: Vidigal à reeleição e Wandinho de novo à Assembleia, onde bateu na trave no último pleito.
Recursos
O prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), está em Brasília nesta terça-feira (18) para reunião no Ministério das Cidades. Ele apresenta projeto de moradia popular para Lagoa de Jabaeté I e II, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida.
Esticada
O expediente da Assembleia durante o recesso parlamentar começa às 11 horas, mas já arrumaram um jeito de enfocar a sexta-feira (21). Justificativa: limpar a caixa d’ água. Ou seja, final de semana prolongado.
Nas redes
“Você que acredita que segurança se resume a polícia, veja como o governo que deu 4,6 bilhões em isenções aos empresários, reduziu o gasto com policiamento. Os empresários ficam com sobra de caixa para pagar segurança privada. E você?”. (Advogado André Moreira – Psol – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Quando o populacho se põe a refletir, tudo está perdido”. Voltaire

