
As movimentações do grupo do governador Paulo Hartung com o anúncio de última hora da senadora Rose de Freitas de filiação ao Podemos para disputar o governo do Estado, já são conhecidas do mercado político de outros carnavais. Primeiro se concentra em reduzir o tamanho de Rose e até deslegitimar seu projeto para a disputa deste ano, para depois de preparado o terreno em favor de Hartung, ele apareça como o grande candidato das eleições. Desde que a senadora manifestou publicamente o desejo de disputar o Palácio Anchieta e se dispôs a enfrentar Hartung em convenção do MDB, o “exército” do governador foi acionado, recusando de todas as formas qualquer brecha nesse sentido, principalmente o presidente regional da legenda e aliadíssimo de Hartung, deputado federal Lelo Coimbra. E isso sem nem ao menos o governador se declarar candidato, como faz até hoje, fora as incontáveis vezes que sinalizou mudar de partido, numa clara e também conhecida estratégia de confundir o cenário. Vez ou outra, aparece até citando nomes de possíveis sucessores. Adversária antiga de Hartung e agora representante do palanque de oposição, Rose já viveu situações semelhantes de enfrentar os interesses do governador em processos eleitorais. A situação muda pelo atual cargo em questão e a união ao ex-governador Renato Casagrande (PSB). A composição ainda é desconhecida, mas desta vez o “exército” de Hartung terá mais trabalho em minar os adversários. Por isso mesmo, a tropa entrou com tudo no campo de batalha.
Controverso
Agora interessante também nessa questão de Hartung ser candidato, é que ele próprio esvaziou o MDB, enviando seus aliados para o novo PRB. Estão todos reunidos lá, inclusive, o presidente da Assembleia alçado à função por ele, Erick Musso, que precisa de reboque para se reeleger. Outro ponto: e a cartada contra o presidente Michel Temer, na inauguração do aeroporto de Vitória?
Controverso II
No final das contas, Hartung criou todo o cenário anti-MDB, divulgou conversas com tudo quanto é partido, mas no final das contas, não se mexeu para sair. Quero ver as cenas dos próximos capítulos, que incluem a disputa presidencial e seus apoios locais.
Palanque local
Por falar na chegada de Rose ao Podemos, o presidenciável Alvaro Dias postou vídeo nas redes sociais enaltecendo a chegada de Rose, como um “reforço ao projeto de nação do partido” e, de quebra, levantou a bola do presidente estadual da sigla, prefeito de Viana, Gilson Daniel.
'Leal'
A devoção do deputado estadual Hudson Leal ao governador Paulo Hartung é coisa séria. A senadora Rose de Freitas entrou por uma porta, ele saiu pela outra. E dizem que levou um “bonde” junto, inclusive, candidatos das eleições proporcionais, articulação que era da sua alçada no partido. Só poderia ter ido mesmo para o PRB, abrigo dos aliados de primeira linha do governador.
'Leal' II
Atitude semelhante teve o ex-vereador de Vitória Zezito Maio, que estende tapete vermelho pra Hartung há anos. Ele deixou o MDB para se filiar ao Podemos antes dessa reviravolta e depois recuou na última hora – sem dizer o novo abrigo , como fez o ex-secretário de Estado de Segurança Pública, André Garcia, que primeiro assinou a ficha no PSDB, mas depois, com o esvaziamento do partido do governador, foi para a legenda tentar amenizar o quadro.
Moda antiga
Seguindo campanha nacional do PT, o deputado federal Helder Salomão divulgou em suas redes sociais o endereço da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde está preso o ex-presidente Lula. O partido pede que sejam enviadas cartas para lá.
Ocupação
A propósito, militantes capixabas integram a comitiva que está em Curitiba para participar da vigília “Eu Sou Lula”, nas proximidades do prédio da PF. O grupo se soma a outros de pelo menos sete estados, que prometem não arredar o pé do local.
Presenças
Já em São Bernardo dos Campos, São Paulo, participaram dos atos em apoio a Lula antes do ex-presidente se entregar à Polícia Federal, o presidente regional do PT e ex-prefeito, João Coser, e o deputado estadual Nunes.
E a investigação?
O deputado federal Givaldo Vieira (PCdoB) comentou nas redes sociais sobre a execução, na noite desse domingo (8), de Carlos Alexandre Pereira, colaborador do vereador do Rio de Janeiro Marcello Siciliano (PHS). Ele havia sido intimado, dois dias antes, para depor como testemunha no caso Marielle Franco (Psol)…
Mais do que grave
…”Quase um mês após o crime, mais um capítulo do caso da execução da vereadora e do motorista Anderson Gomes. E há quem ainda não veja tamanha gravidade desse caso”.
PENSAMENTO:
“A partir de certa idade, a glória chama-se desforra”. Georges Bernanos

