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Presente X futuro

Um dos embates mais esperados nos meios políticos para as eleições do próximo ano será entre o governador Renato Casagrande e seu antecessor Paulo Hartung, com o viés da comparação entre as duas gestões de Hartung e do socialista.
 
Cabe aí uma pequena análise do que podem oferecer aos dois candidatos. Hartung durante seus dois mandatos fez um governo de futuro. Não era raro o ex-governador prometer obras, investimentos, inaugurações. Mas seu governo teve poucas entregas de obras, acelerou-se a famigerada política de DTs, o efetivo policial diminuiu, com a mesma velocidade que a compra de leitos no filantrópicos aumentou. 
 
Havia sempre uma promessa de futuro de que o Espírito Santo iria ter, iria construir, iria gerar empregos, iria aumentar a rede hospitalar, iria aumentar os índices da educação. O governo terminou e o futuro não chegou para a maioria dos capixabas. Essa promessa de futuro abriu caminho para Casagrande fazer uma campanha prometendo dividir o bolo.
 
Hartung em seu último ano lançou um programa de investimentos de R$ 1 bilhão. Deixou o Palácio Anchieta com ordens de serviço assinadas, dizendo que deixou a “casa arrumada” e um “colchão” de R$ 600 milhões, que para decepção de Casagrande não era bem assim.
 
Ao chegar ao final de seu governo e buscando a reeleição, Casagrande muda o perfil do discurso. Vem apresentando o que fez em seu governo, como entrega seu primeiro mandato, aumentando o número leitos nos hospitais públicos, fez concurso para a Polícia Militar e para a Educação, enfim, tem alguns resultados para mostrar. Isso é uma vantagem. 
 
Evidentemente, não mudou completamente a realidade do Espírito Santo, mas não vem fazendo promessas futuras. Apresenta as realizações do primeiro mandato, como uma prestação de contas. As promessas devem ficar para a campanha. 
 
O discurso de Hartung seria o que deixou as obras encaminhadas para que Casagrande concluísse, como fez com o hospital Jayme Santos Neves. Vai cobrar o Cais das Artes e outras obras que seriam de sua gestão. Mas a coisa é bem mais complicada do que parece. 
 
O Hospital Jayme dos Santos Neves, que foi chamado durante todo governo Hartung de “novo Dório Silva”, atravessou os dois mandatos sem solução. Já o Cais das Artes é uma coleção de erros, que acabou se transformando em um elefante branco. O debate deve ser inflamado. 
 
Fragmentos:
 
1 – Para algumas lideranças já seria o momento de o governador Renato Casagrande repensar alguns nomes de seu governo que são muito ligados ao passado e que muitas vezes atrapalham o desenvolvimento de projetos do Executivo.
 
2 – Os núcleos de atendimento à saúde para descentralizar o serviço está parado há um ano na Secretaria de Transparência, que é comandada pela cunhada de Hartung, Ângela Silvares. 
 
3 – Se houvesse um motim na Assembleia contra o governador Renato Casagrande não teria tanta gente tentando se manter no barco dele para 2014. 

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