Na disputa de poder indireta com o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o governador Paulo Hartung (PMDB) articulou uma série de estratégias na Grande Vitória para sair vencedor por meio de seus aliados na disputa deste ano. Mas, ao que parece, nem tudo saiu como planejado, aliás, quase nada.
Em Vitória, a estratégia de Hartung foi congestionar o campo com nomes de peso para tentar enfraquecer a candidatura à reeleição do prefeito Luciano Rezende (PPS). A intenção era de que ele chegasse ao processo sem condições de disputar o segundo turno.
Isso não aconteceu e agora o governador tenta tirar do cenário alguns de seus aliados com a intenção de concentrar esforços em um único nome, que tende a ser o do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).
O problema é que nem o deputado federal, Lelo Coimbra (PMDB), nem o deputado estadual Amaro Neto (SD) estão dispostos a abrir mão da disputa e agora a participação de mais nomes no pleito favorece a disputa em dois turnos.
Em Vila Velha, onde no início de 2015 Hartung trabalhava para ressuscitar a imagem do prefeito Rodney Miranda (DEM), agora faz força para tirá-lo da disputa. O prefeito foi eleito com o apoio do governador e sua imagem indissociável do peemedebista, as chances de Rodney se reeleger são quase nulas, o que contabilizaria uma derrota no maior colégio eleitoral do Estado diretamente para Hartung.
Tanto Rodney quando Juninho (prefeito de Cariacica) receberam apoio do governador desde que ele retornou ao Palácio Anchieta, mas sem conseguir diminuir a rejeição de nenhum dos dois gestores, acabou abandonando os projetos.
Na Serra, aliado tanto de Sérgio Vidigal (PDT) quanto de Audifax Barcelos (Rede), Hartung tentou convencer o pedetista a sair da disputa, mas não obteve êxito na empreitada.
A vantagem de Hartung está no fato de a maioria dos nomes colocados no processo eleitoral ter bom transito com ele, mas essa é uma articulação que vale mais para os bastidores do que para o público. Com um desgaste de popularidade para administrar, a vitória dos aliados pode acontecer, mas definitivamente não sairá do jeito que o governador havia planejado.
Fragmentos
1 – Os comentários em Vitória são de que a ex-deputada federal Iriny Lopes (PT) poderia se candidatar a uma vaga na Câmara de Vereadores para ajudar o projeto de reestruturação do partido.
2 – Iriny Lopes é a primeira suplente na Câmara dos Deputados da coligação formada em 2014 com PT e PDT, que elegeu três parlamentares: Sérgio Vidigal, pré-candidato a prefeito da Serra; Helder Salomão, que desistiu da disputa em Cariacica e Givaldo Vieira que tenta colocar seu nome na eleição da Serra.
3 – O tempo passa e a indefinição do deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) sobre sua participação na disputa eleitoral de Vila Velha segue forte.

