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Pressa pra quê?

Ausente do Estado desde a última sexta-feira (3) para intervenção cirúrgica e, portanto, até então distante da grave crise na segurança que amedronta os capixabas, o governador Paulo Hartung (PMDB) criou uma expectativa e tanto na sociedade ao anunciar seu retorno nessa terça-feira (7). Em meio ao cenário de caos, esperava-se dele todo empenho para, finalmente, negociar o fim do movimento. Para isso, bastaria Hartung sentar-se imediatamente à mesa com a Polícia Militar e estabelecesse o tão esperado diálogo. Mas, inacreditavelmente, não foi o que aconteceu. Ao invés de ceder para buscar soluções, o impasse se acirrou, completando, nesta quarta-feira (8), cinco dias de cárcere privado da população, somado ao crescente índice de roubos e mortes, sem falar na completa paralisação das instituições. Quem ainda esperava, depois disso, um posicionamento de Hartung na coletiva realizada nesta manhã, se enganou mais uma vez. O governador falou pouco, se preocupou em destacar seu estado de saúde, criminalizou o ato dos PMs, e jogou o abacaxi no colo do vice, César Colnago (PSDB), governador em exercício, e do secretário de Segurança, André Garcia. Ao tucano coube tentar mostrar serviço e defender o discurso de “conspiração política”. Mas, olha, pode ser que nem tudo esteja perdido. Hartung talvez tenha um tempinho na agenda nesta sexta-feira (9) para receber os representantes dos policiais (reunião, detalhe, ainda não confirmada). Pressa pra quê, não é mesmo?
Alvo
Por falar em coletiva, choveram crítica e memes com o governador nas redes sociais. Difícil Hartung sair desta sem muitos arranhões.
Ego
E já que os deputados estaduais foram acusados de “sabotarem” a negociação do governo, alguns recorreram às redes sociais para rebater a informação. Sérgio Majeski (PSDB) tratou como inverdade o discurso defendido por seu próprio correligionário, Colnago, e criticou a intransigência do governo. “Todo mundo tem que ceder, não é hora de inflar egos”, disparou em vídeo postado no Facebook.
Imperador
Segundo Majeski, a reunião dessa terça, que contou com 21 deputados e com a senadora Rose de Freitas (PMDB), teve o objetivo de buscar soluções para o caos e as mulheres dos PMs não radicalizaram na negociação. Se não fosse a postura do governo, de não se dispor ao diálogo, o movimento poderia ter sido encerrado ali mesmo. “O governador faz valer o apelido de imperador”. Ô, se faz!
Não quis
Também se manifestou sobre a reunião, em outro vídeo no Facebook, o deputado Da Vitória (PDT. Interlocutor dos militares, ele lembra que busca diálogo com o governo desde sábado (4), sem sucesso. Na reunião dessa terça, não foi diferente. Não houve representação da atual gestão porque, como aponta Da Vitória, a cúpula não quis, já que foi devidamente convidade. 
Cabeça a prêmio
Assim como vem ganhando força entre os deputados, Majeski voltou a pedir a saída do secretário de Segurança, André Garcia. O ex-presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), em nota, fez o mesmo. O governo, porém, garante que ele fica. 
Às moscas
Outro ponto levantado pelo tucano merece comentário. Majeski lembrou que não foi esclarecido, na coletiva, porque o Estado ficou abandonado por três dias, já que Hartung se licenciou na última sexta-feira sem repassar o cargo ao seu vice, que só assumiu no domingo (5), quando o caos já estava instalado, com 50 mortes na conta. 
Só pra quem pode
Imagem que circula no WhatsApp nesta quarta é motivo de indignação generalizada: a primeira-dama, Cristina Gomes, se exercitando em sua academia, “numa relax, numa tranqüila, numa boa”…dizem, cercada de seguranças particulares. E você aí, sem poder colocar o nariz pra fora, hein?!
Memórias do cárcere
Estamos a um pé da quinta-feira (9), sem qualquer perspectiva de retomar a rotina. Quando acaba essa sangria, afinal?
Nas redes
“Que espécie de governador é esse que temos no ES, que diante da maior crise do estado, fica calado na entrevista e deixa apenas o vice falar? Essa é a aposta da direita para 2018? Só se o povo for muito otário… O problema é que eles sabem que uma boa parte é”. (Maurício Abdalla, professor de Filosofia da Ufes – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Jamais diga uma mentira que não possa provar”. Millôr Fernandes

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